A inovação é fundamental para a sobrevivência das telcos. No
entanto, muitas operadoras perdem a visão do todo, exageram a ameaça do
over-the-top (OTT) e não compreendem os benefícios mais amplos da inovação.
Nova pesquisa da Ovum que examinou mais de 3,5 mil lançamentos de novos
serviços desde 2009, constata que as teles devem competir menos e colaborar
mais.
Ao comparar os esforços das empresas de telecomunicações com
Apple e Google em sua abordagem para o ecossistema de aplicativos, fica patente
que as telcos não conseguiram ganhar posição no mercado. De acordo com a
análise, as empresas de telecomunicações sempre foram muito seletivas na
escolha de parceiros e sobrecarregaram seus aliados potenciais com expectativas
de receitas irrealistas. Assim, o relatório recomenda que as empresas de
telecomunicações façam uso de parcerias para explorar novas idéias, assimilá-las
e capturar valor. Além disso, a pesquisa indica a importância de se priorizar
as inovações sejam elas em produtos e serviços, modelos de negócios ou
estratégias tarifárias, que explorem a centralidade das redes dos operadores.
"Não importa o quanto as telcos tentem diversificar,
sua principal função será sempre a de portadores de voz, mensagens e tráfego de
dados. No entanto, uma rede eficiente, atualizada com as atuais inovações pode
ser combinada com modelos de negócios inovadores para fornecer continuamente
valor para as empresas de telecomunicações e de seus acionistas”, diz Emeka
Obiodu, analista principal de Indústria das Comunicações e Prática de Banda Larga
da Ovum. "Google (publicidade em pesquisa), Apple (aparelhos) e Microsoft
(software) têm demonstrado que uma estratégia bem trabalhada deve lançar mão,
de preferência, de baixo custo, novos produtos e serviços adicionais para
complementar e proteger os principais produtos”, acrescenta Obiodu.
A pesquisa destaca a importância de uma abordagem abrangente
para avaliar os benefícios da inovação. A Ovum acredita que as empresas de
telecomunicações devem usar a noção de “net
innovation benefit” - que é composta de "novas receitas
líquidas", "redução de custos líquidos" e "benefícios não
monetários líquidos" - para medir o sucesso de suas atividades de
inovação. A vantagem desta métrica é que ela unifica as métricas tradicionais
utilizadas para novos produtos, processos e iniciativas de marketing.
"Ao usar uma abordagem abrangente para avaliar novas
idéias, as telcos serão capazes de evitar a miopia e os mal-entendidos que têm
sustentado algumas de suas atividades de inovação anteriores", conclui
Obiodu.
Fonte: e-Thesis
Fonte: e-Thesis
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