terça-feira, 9 de julho de 2013

OVUM: Telcos devem competir menos e colaborar mais

A inovação é fundamental para a sobrevivência das telcos. No entanto, muitas operadoras perdem a visão do todo, exageram a ameaça do over-the-top (OTT) e não compreendem os benefícios mais amplos da inovação. Nova pesquisa da Ovum que examinou mais de 3,5 mil lançamentos de novos serviços desde 2009, constata que as teles devem competir menos e colaborar mais.

Ao comparar os esforços das empresas de telecomunicações com Apple e Google em sua abordagem para o ecossistema de aplicativos, fica patente que as telcos não conseguiram ganhar posição no mercado. De acordo com a análise, as empresas de telecomunicações sempre foram muito seletivas na escolha de parceiros e sobrecarregaram seus aliados potenciais com expectativas de receitas irrealistas. Assim, o relatório recomenda que as empresas de telecomunicações façam uso de parcerias para explorar novas idéias, assimilá-las e capturar valor. Além disso, a pesquisa indica a importância de se priorizar as inovações sejam elas em produtos e serviços, modelos de negócios ou estratégias tarifárias, que explorem a centralidade das redes dos operadores.

"Não importa o quanto as telcos tentem diversificar, sua principal função será sempre a de portadores de voz, mensagens e tráfego de dados. No entanto, uma rede eficiente, atualizada com as atuais inovações pode ser combinada com modelos de negócios inovadores para fornecer continuamente valor para as empresas de telecomunicações e de seus acionistas”, diz Emeka Obiodu, analista principal de Indústria das Comunicações e Prática de Banda Larga da Ovum. "Google (publicidade em pesquisa), Apple (aparelhos) e Microsoft (software) têm demonstrado que uma estratégia bem trabalhada deve lançar mão, de preferência, de baixo custo, novos produtos e serviços adicionais para complementar e proteger os principais produtos”, acrescenta Obiodu.

A pesquisa destaca a importância de uma abordagem abrangente para avaliar os benefícios da inovação. A Ovum acredita que as empresas de telecomunicações devem usar a noção de “net innovation benefit” - que é composta de "novas receitas líquidas", "redução de custos líquidos" e "benefícios não monetários líquidos" - para medir o sucesso de suas atividades de inovação. A vantagem desta métrica é que ela unifica as métricas tradicionais utilizadas para novos produtos, processos e iniciativas de marketing.

"Ao usar uma abordagem abrangente para avaliar novas idéias, as telcos serão capazes de evitar a miopia e os mal-entendidos que têm sustentado algumas de suas atividades de inovação anteriores", conclui Obiodu.

Fonte: e-Thesis

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