A comunicação M2M
(Machine-to-Machine) promete ser um dos segmentos de maior crescimento no
mercado móvel brasileiro até 2016, puxada principalmente pelo uso em
monitoramento de veículos. Assim, embora a base total de conexões M2M não tenha
passado dos 7,5 milhões, ou apenas 2,84% do total da base móvel até maio
passado, a previsão é de quadruplicar até o final de 2016, chegando a 36
milhões de subscrições.
Essas informações foram extraídas
do relatório “The take-off of M2M in
Brazil”, lançado hoje pela TechPolis, Inc, consultoria internacional
especializada em comunicações móveis. A firma já desenvolveu estratégias
políticas e regulatórias para operadoras móveis e empresas de tecnologia
wireless na América Latina, Oriente Médio, Rússia, África e Ásia.
Esse relatório inaugura uma série
de análises trimestrais sobre o mercado brasileiro de conexões M2M, e tem dois
objetivos principais, segundo explica Ricardo Tavares, presidente da TechPolis.
“Avaliar os dados divulgados mensalmente pela Anatel, para orientar a decisão
dos players internacionais interessados em explorar esse mercado no
Brasil. E realizar pesquisas junto ao mercado brasileiro para enriquecer a base
de informações sobre M2M no país”, observa.
Um dos aspectos que a TechPolis
vai aprofundar, em próximo relatório, é a expressiva participação da cidade
paulista de Campinas, que concentra isoladamente cerca de 21% do total de 7,5
milhões de chips M2M ativos no país. O outro é o caso da Claro, que
conquistou a liderança inconteste nesse segmento, com quase metade de todas as
conexões M2M do país.
O crescimento do M2M entre junho
de 2012 – quando a Anatel começou a divulgar os dados sobre essas conexões – e
maio de 2013 – quando a base de dados completou os primeiros 12 meses – foi de
22,23%, enquanto o crescimento da base móvel foi de apenas 3,67% no mesmo
período.
E a expectativa de crescimento
apoia-se, basicamente, em legislação recentemente promulgada – e que deve ser
implementada no final deste ano – que reduz em cerca de 80% a taxa para o
Fistel incidente sobre o chip. “A simples perspectiva de um novo regime fiscal
para M2M já fez com que as operadoras móveis e seus clientes potenciais
pensassem outra vez em criar planos de negócios que não existiriam sob o atual
regime fiscal devido ao ARPU muito baixo”, avalia Tavares, lembrando que o
próprio Ministro Paulo Bernardo trabalha para fazer a lei vingar neste ano.
Baixe o relatório aqui
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Fonte: e-Thesis
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