terça-feira, 23 de julho de 2013

Mercado de M2M deve quadruplicar em três anos

A comunicação M2M (Machine-to-Machine) promete ser um dos segmentos de maior crescimento no mercado móvel brasileiro até 2016, puxada principalmente pelo uso em monitoramento de veículos. Assim, embora a base total de conexões M2M não tenha passado dos 7,5 milhões, ou apenas 2,84% do total da base móvel até maio passado, a previsão é de quadruplicar até o final de 2016, chegando a 36 milhões de subscrições.

Essas informações foram extraídas do relatório “The take-off of M2M in Brazil”, lançado hoje pela TechPolis, Inc, consultoria internacional especializada em comunicações móveis. A firma já desenvolveu estratégias políticas e regulatórias para operadoras móveis e empresas de tecnologia wireless na América Latina, Oriente Médio, Rússia, África e Ásia.

Esse relatório inaugura uma série de análises trimestrais sobre o mercado brasileiro de conexões M2M, e tem dois objetivos principais, segundo explica Ricardo Tavares, presidente da TechPolis. “Avaliar os dados divulgados mensalmente pela Anatel, para orientar a decisão dos players internacionais interessados em explorar esse mercado no Brasil. E realizar pesquisas junto ao mercado brasileiro para enriquecer a base de informações sobre M2M no país”, observa.

Um dos aspectos que a TechPolis vai aprofundar, em próximo relatório, é a expressiva participação da cidade paulista de Campinas, que concentra isoladamente cerca de 21% do total de 7,5 milhões de chips M2M ativos no país.  O outro é o caso da Claro, que conquistou a liderança inconteste nesse segmento, com quase metade de todas as conexões M2M do país.  

O crescimento do M2M entre junho de 2012 – quando a Anatel começou a divulgar os dados sobre essas conexões – e maio de 2013 – quando a base de dados completou os primeiros 12 meses – foi de 22,23%, enquanto o crescimento da base móvel foi de apenas 3,67% no mesmo período.  


E a expectativa de crescimento apoia-se, basicamente, em legislação recentemente promulgada – e que deve ser implementada no final deste ano – que reduz em cerca de 80% a taxa para o Fistel incidente sobre o chip. “A simples perspectiva de um novo regime fiscal para M2M já fez com que as operadoras móveis e seus clientes potenciais pensassem outra vez em criar planos de negócios que não existiriam sob o atual regime fiscal devido ao ARPU muito baixo”, avalia Tavares, lembrando que o próprio Ministro Paulo Bernardo trabalha para fazer a lei vingar neste ano.

Baixe o relatório aqui

Fonte: e-Thesis

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