quarta-feira, 28 de maio de 2014

Uso da faixa AWS é positivo para 4G nas Américas

A GSMA divulgou hoje os resultados do novo relatórioThe AWS Situation in the Americas”, sobre o impacto econômico positivo de alocar a faixa de espectro AWS (Serviços Wireless Avançados, na sigla em inglês) para serviços móveis 4G nas Américas. Acelerar essa alocação será essencial para expandir as redes 4G já existentes na região e garantir economias de escala e conectividade contínua na região. O estudo revela que o benefício econômico de licenciar a faixa AWS para serviços móveis equivale a um adicional de US$ 53 bilhões nos países onde essa faixa ainda não foi completamente licenciada, incluindo Argentina, Equador, El Salvador, Guatemala, Nicarágua, Panamá e Paraguai.

“Em março deste ano havia mais de 234 milhões de conexões móveis na América Latina, e a previsão é que esse número cresça 30% ao ano nos próximos cinco anos. Desbloquear essa valiosa faixa de espectro AWS será vital para o desenvolvimento das redes 4G na região”, afirmou o diretor de Assuntos Regulatórios da GSMA, Tom Phillips. “O acesso a essa faixa vai resultar em muitas vantagens para pessoas e empresas latino-americanas, pela oferta de alta qualidade de serviço, impulso à criação de empregos e produtividade e por garantir disponibilidade universal de serviços de Internet através de banda larga móvel”.

Enquanto 12 países das Américas já licenciaram parte da faixa de espectro AWS, outros mercados que não o fizeram ainda podem colher os benefícios econômicos significativos desse licenciamento. Entre eles estão Guatemala, Nicarágua e Panamá, que ainda não decidiram alocar novo espectro para implementação de 4G; Argentina, que no início de maio anunciou a decisão de licenciar espectro AWS; El Salvador, cujo leilão para licenciamento está suspenso; e Equador e Paraguai, que ainda possuem segmentos vagos de banda.

O benefício econômico total de licenciar a faixa nesses países será equivalente a mais de US$ 53 bilhões, o que significa um impacto direto de quase US$ 30 bilhões provenientes de investimentos, dinâmica da cadeia de valor da indústria móvel e crescimento do PIB, e um impacto indireto de US$ 23 bilhões beneficiando outros setores da indústria e a produtividade. Outros grandes benefícios referem-se à criação de novos empregos e às crescentes oportunidades para desenvolvedores regionais de apps e conteúdos para dispositivos móveis, bem como para organizações de mHealth (saúde móvel), mEducation (educação móvel) e outros setores verticais na medida em que essas indústrias se tornem cada vez mais conectadas pela mobilidade.

A tabela a seguir detalha os benefícios econômicos diretos e indiretos de se licenciar o espectro AWS por país (valor líquido em 2014):



País
Benefícios diretos
(milhões US$)
Benefícios indiretos
(milhões US$)
Argentina
14,569
9,913
Equador
6,294
5,882
El Salvador
1,716
1,495
Guatemala
3,152
2,810
Nicarágua
1,017
1,305
Panamá
1,815
1,727
Paraguai
333
646


“A disponibilidade desse espectro adicional terá um impacto direto em usuários de serviços móveis nas Américas”, observou Phillips. “Haverá mais banda para assinantes de 2G e 3G, já que os heavy users (usuários que consomem mais) migrarão para AWS, e a inclusão digital será impulsionada na região por meio de novas ofertas aos consumidores, incluindo aqueles na base da pirâmide”.

Fonte: GSMA

sábado, 24 de maio de 2014

PSafe: antivírus e browser brasileiros e gratuitos


Por Jana de Paula

O PSafe Internet - lançado esta semana - é o primeiro browser genuinamente brasileiro. O navegador é o mais novo lançamento da PSafe, que já fornece o PSafe Total, um antivírus completo para computadores e smartphones. Detalhe: ambos são gratuitos. "Não há upgrades pagos após a instalação", garante Marco de Mello, CEO da empresa, com sede em Copacabana, no Rio de Janeiro. A base instalada conta com 40 milhões de usuários, dos quais 20 milhões ativos e 2,5 milhões diários, e faz parte da política da PSafe a conscientização dos seus clientes e prospects quanto à importância da segurança de seus PCs, notebooks, tablets, smartphones e toda a lista de dispositivos hoje conectados à internet.

"É difícil discutir segurança com o usuário final, por isso precisamos de uma linguagem acessível para manter a base informada, num esforço de humanizar a segurança", aponta de Mello". Para disseminar sua cultura de informação sobre mecanismos de segurança, a empresa patrocina programas populares como o "Pânico na TV", onde a mensagem é passada numa linguagem simples, acessível. A PSafe também tem perfis em todas as redes sociais, onde posta alertas e novidades diariamente.

O executivo diz que a empresa que dirige está cem por cento alerta quanto aos riscos aos quais os usuários de internet fixa e móvel estarão vulneráveis durante o período da Copa do Mundo no Brasil. Segundo ele, estes eventos mundiais atraem ataques potentes a sites de governo, da FIFA, a federação mundial de futebol, sites de informação e notícias, redes de TV e rádio e dos organizadores e patrocinadores do evento. Entre as consequências previsíveis, pane nos serviços de infraestrutura das cidades-sedes, como o corte de eletricidade de um estádio bem na hora da partida, por exemplo.

Os indivíduos, turistas e torcedores, também são alvo fácil do recrudescimento dos ataques nestes períodos de grande concentração de mídia, grandes patrocinadores e público pagante, como é uma Copa do Mundo. "Os hackers atacam sites de grandes organizações através do usuário, como um correntista de um banco ou um usuário cadastrado num serviço de e-commerce, pois aí está a parte mais frágil da cadeia. Por exemplo, há falsificação de ingressos para os jogos da Copa do Mundo em larga escala, na compra pela internet. O processo de compra é aparentemente legal, até à entrega na residência. Mas, na hora de inserir o ingresso na entrada do estádio, ele não é aceito", acrescenta de Mello.

Isso porque o usuário desavisado acessou um site 'fajuto', pirata. Sua aparência é idêntica ao site oficial da marca ou do banco, mas trata-se de uma página falsa. O executivo insiste que isso acontece não apenas com amadores e iniciantes no uso da internet. Pessoas ditas esclarecidas e até os chamados formadores de opinião costumam pensar que "isso não vai acontecer comigo" e deixam alguma brecha, alguma vulnerabilidade num dos seus dispositivos de acesso à internet. "No tocante à segurança um dispositivo só tem duas opções: ou está infectado ou está protegido", acrescenta de Mello.

Assim, o turista que fotografa, filma e interage em redes sociais nos seus passeios e viagens, pode ter seu dispositivo infectado por Bluetooth, NFC, rede pública de Wi-Fi e QR Code. Com isso, o dispositivo fica transparente ao hacker que o infectou.

A PSafe foi criada em 2010 e atua desde 2011, com investimentos de venture capital. Segundo de Mello, algumas das principais e-ventures tem capital na empresa, que absorveu US$ 100 milhões em três anos. A própria equipe de executivos da PSafe é egressa do Vale do Silício. De Mello, por exemplo, trabalhou 20 anos por lá, inclusive na Microsoft, onde integrou a equipe de desenvolvimento do Hotmail (de correio-eletrônico) e foi responsável pela segurança do sistema operacional Windows.

Os produtos

O antivírus  PSafe Total roda em Windows, MAC e Android. Além da segurança 24/7 e atualizações constantes via internet, ele tem acelerador (aquela 'limpeza' que se faz no micro) e que elimina arquivos temporários e dados de navegação, acumulados com o tempo e uso constante e ocupam espaço no disco, gerando lentidão e travamento. 

Já o navegador PSafe internet está sendo oferecido por enquanto só para Windows. Ele bloqueia banners, pop-ups, anúncios invasivos e URL's maliciosas e, segundo de Mello, oferece navegação duas vezes mais rápida que o Chrome, o Firefox e o Internet Explores, os browsers líderes de mercado. A inovação alegada do novo produto é a experiência em loja de downloads de programas e software para Windows, com selo de segurança exclusivo. Também apresenta barra de endereços inteligente (atalho a sites recentes e busca direto na barra de endereços) e suporta extensões do Google Chrome e do IE.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Período de trabalho é aproveitado para busca de amante online

Pesquisa realizada junto aos quatro mil membros do site de casos extraconjugais Victoria Milan comprova que se eles despendem um número significativo das horas que deveriam ser dedicadas ao trabalho à prática da infidelidade. O questionário realizado perguntou aos usuários sobre o local preferido para procurar relacionamentos amorosos ou sexuais fora do seu relacionamento existente. Os resultados apontaram que é no trabalho. Ou seja, durante o período em que ficam no batente, eles gastam 1,17 hora na procura de um amante online, que dá às empresas empregadoras um prejuízo superior a 17,3 milhões de dólares.

Um percentual de 68% dos participantes no questionário indica que interagem com o seu amante «virtual» nas horas de trabalho, recorrendo para esse efeito ao seu PC ou smartphone, contra 25% que dedicam algum do tempo passado em casa às suas atividades extraconjugais. Apenas 7% dos inquiridos revelaram ter a necessidade de procurar outros locais de forma a poderem interagir com os seus amantes.

Aqueles que se conectam a partir do trabalho foram também questionados sobre a quantidade de tempo despendido nos seus casos virtuais. Um percentual de 38% respondeu que dedica, em média, meia-hora, enquanto 25% afirmaram que as suas atividades extraconjugais online consomem cerca de uma hora do seu dia de trabalho. Outros 19% admitiram que entre uma a duas horas do seu dia de trabalho são dedicadas à infidelidade virtual, e uns estonteantes 18% assumem que despendem de mais de duas horas online, todos os dias, no decurso dos seus casos extraconjugais.
O cálculo das cifras acima citadas, baseia-se nos resultados seguintes resultados. Tomou-se  o número total de usuários da Victoria Milan, multiplicou-se posteriormente o valor obtido pelo salário mínimo Americano, ou seja, 7.25 dólares a hora. Mesmo tendo como base o ordenado mínimo que não representa exatamente o custo da hora destes 'puladores de cerca', o custo diário para as empresas, grosso modo, é de 17.304.300 dólares

“No mundo contemporâneo temos a vantagem de podermos nos conectar a pessoas que procuram as mesmas aventuras que nós online. Aparentemente, segundo o nosso mais recente inquérito, muitos dos nossos usuários interagem durante o horário de trabalho, com a finalidade de apimentar a sua vida” declara Sigurd Vedal, CEO e fundador da Victoria Milan. “Apenas esperamos que façam isso durante o intervalo, caso contrário  empresas pelo mundo fora perderão muito dinheiro”, completa o executivo.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Inmarsat lança primeiro satélite Global Xpress

Inmarsat, provedora global de serviços de telecomunicação móvel por satélite, lançou o primeiro de seus inovadores satélites Global Xpress (GX) – Inmarsat-5 F1 (I-5 F1) ontem (8 de dezembro), às 12h12 (horário de Greenwich), do Cosmódromo de Baikonur no Cazaquistão, abordo de um foguete Proton Breeze M da International Launch Services (ILS).

Construído pela Boeing Satellite Systems International Inc. (Boeing) com base em um projeto já consagrado, o novo GX é o primeiro de três satélites programados para serem lançados pela ILS para a Inmarsat.

“O Global Xpress é o resultado de três anos de planejamento e, juntamente com um quarto satélite GX que encomendamos recentemente para a Boeing, representa um investimento de US$ 1,6 bilhões em nossa nova geração de satélites de telecomunicação móvel de banda larga e de alta capacidade. Ele irá garantir que nossos serviços por satélite suportem totalmente as necessidades atuais e futuras de nossos clientes em todo o mundo, seja em termos de telecomunicação terrestre, marítima ou aérea”, afirma Rupert Pearce, diretor-presidente da Inmarsat.


A frota de GXs está programada para alcançar cobertura global completa até o final de 2014.  Ela oferecerá uma combinação de cobertura global a partir de uma única operadora, desempenho de até 50Mbps para terminais móveis ou fixos, e a confiabilidade de rede.

Fonte: Imarsat

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Redes Sociais: quem tem medo dos Black Blocs?

O Brasil foi afetado por grandes manifestações de rua entre junho e agosto deste ano organizadas dentro das redes sociais e que se estenderam para setembro e outubro. Embora as manifestações fossem pacíficas na sua maior parte, um grupo de militantes que se destacou durante este período - os black blocs - chamou a atenção do público. Apesar de ser motivo de preocupação da mídia e de políticos, se sabe relativamente pouco sobre quem são, de onde vêm ou como este grupo funciona. "Black Bloc Rising: Social Networks in Brasil" é o título da mais recente publicação da Open Empowerment Initiative - um projeto do Instituto Igarapé e da Fundação SecDev - e analisa a presença dos black blocs no ciberespaço.

Eles têm como foco especificamente o Facebook, a mais popular plataforma de mídia social utilizada por oito em cada 10 internautas brasileiros. O relatório surge num momento crítico uma vez que os black blocs continuam a desempenhar um papel importante nas manifestações em curso no Rio de Janeiro e em São Paulo.

O estudo conclui que os black blocs são um fenômeno novo no Brasil, tendo aparecido apenas duas semanas antes dos protestos. Além disso, sua atuação é altamente concentrada - mais especificamente em algumas áreas do Rio de Janeiro e de São Paulo -, o que pode estar gerando reflexos em outros lugares. Também parece haver uma relação entre a violência policial e a explosão das ações dos black blocs.

Baixe o estudo aqui

Veja o artigo publicado no Huffingtonpost.com

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Brasil está em 62º em desenvolvimento das TICs

A União Internacional de Telecomunicações (UIT) divulgou esta semana a edição 2013 do estudo anual "Medindo a Sociedade da Informação", que avalia o acesso à internet, telefonia celular e fixa em 157 países, inclusive do Brasil. A UIT calcula o Índice de Desenvolvimento das TICs (IDI) considerando 11 indicadores diferentes relacionados a infraestrutura e acesso, uso e habilidades. Esse índice mede o nível de desenvolvimento da sociedade da informação nos países avaliados e vem sendo publicado desde 2009. O Brasil ficou em 62º lugar no ranking.

O ranking dos países mais conectados do mundo é liderado pela Coreia do Sul, com índice de 8,57. Em seguida, vêm Suécia, Islândia, Dinamarca, Finlândia, Noruega e Países Baixos. Os cinco países que mais subiram foram Emirados Árabes Unidos, Líbano, Barbados, Seychelles e Bielorrússia.

De acordo com o relatório, no Brasil a penetração da banda larga móvel aumentou de 22% em 2011 para 37% ao final de 2012, sendo que 88% da população estavam coberta com a tecnologia 3G. A proporção de domicílios com computador no Brasil, de acordo com a UIT, subiu de 45% para 50% no final de 2012. A proporção de domicílios com acesso à internet mostrou um crescimento ainda mais significativo, subindo de 38% em 2011 para 45% em 2012. Um dos motivos que explica tal crescimento é o Plano Nacional de Banda Larga, que prevê diversas medidas para levar o acesso à internet em banda larga para mais de 40 milhões de domicílios até 2014.

Cesta de preços

O estudo apresenta também os últimos resultados da Cesta de Preços de TICs, o primeiro levantamento completo de dados dos preços dos serviços móveis de banda larga, o primeiro modelo da população dos chamados nativos digitais e uma evolução quantitativa das tendências recentes na TV Digital.

A cesta de preços da UIT forma-se pela composição de preços de telefonia fixa, móvel e internet banda larga fixa computados como um percentual do Produto Nacional Bruto per capita (PNB per capita). A cesta de preços, que inclui tributos, fornece um comparativo internacional e avalia o quanto os referidos serviços estão acessíveis tanto em valores absolutos quanto relativamente ao poder de paridade de compra (purchasing power parity - PPP) dos nacionais.

De acordo com a metodologia aplicada pela UIT, as três primeiras posições no ranking de menores custos dos serviços estão ocupadas por Macau (China), Catar e Hong Kong (China), onde os usuários gastam, respectivamente, 0,2%, 0,4% e 0,4% de suas rendas com a cesta de serviços de telefonia fixa, móvel e banda larga. O Brasil está em 93º lugar entre os 161 países comparados. Aqui, 4,0% da renda do cidadão são consumida pela cesta de serviços estipulada pela UIT. 

Pela primeira vez a UIT elaborou um modelo para estimar a população nativa digital no mundo. São considerados nativos digitais os jovens conectados, de 15 a 24 anos de idade, com cinco ou mais anos de experiência online. O Brasil ocupa o 37º lugar no ranking, com 60,2% dos jovens dessa faixa etária conectados, equivalente a 20.081.178 pessoas, o que corresponde a 10,1% da população total do país. 

Baixe o relatório aqui

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Investimentos em telecom na América Latina têm aumento significativo

Os investimentos da indústria de telecomunicações na América Latina cresceram significativamente entre 2008 e 2011, segundo novo levantamento da Ovum, empresa de análise de mercado britânica. De acordo com dados da Ovum e do Observatório AHCIET (Associação Ibero americana de Centros de Pesquisa e Empresas de Telecomunicações), o Chile experimentou o maior investimento per capita em telecom da região em 2011, com US$ 69,83 por habitante, seguido pelo Brasil (US$ 63,36) e Argentina (US$ 59,94). México (US$ 31,34) e Colômbia (US$ 30,64) seguem na quarta e quinta posições, respectivamente. Os países com o maior crescimento absoluto de investimento entre 2008 e 2011 foram Argentina (97%), Colômbia (40%) e Chile (35%), seguido pelo México (20%) e Brasil (20%).

"O aumento da contribuição das telecomunicações para as economias nacionais é encarado como forma de acabar com a exclusão digital", diz Matthew Howett, analista principal de Regulamentação das Telecomunicações da Ovum. "Fornecer acesso à internet ao maior número possível de cidadãos é fundamental para garantir o futuro crescimento econômico na região. No entanto, os reguladores também desempenham papel importante ao influenciar e acelerar o desenvolvimento do setor, e como tal, devem-se empreender reformas chaves no processo de regulamentação", acrescenta ele.

A AHCIET observou que os dados do Chile são notáveis devido a seu pequeno tamanho em relação a outros mercados da região. "Não é coincidência que o Chile possua a menor carga tributária e, ao mesmo tempo, o maior investimento per capita. Há um claro incentivo para as empresas investirem o que eles não gastam em impostos sobre a extensão da cobertura e penetração do serviço", destacou Pablo Bello, secretário-geral da AHCIET.

O aumento de investimentos em telecomunicações nestes países da América Latina levou a uma maior acessibilidade dos serviços de telecomunicações e ao crescimento estimulado na penetração do serviço; além de maior concorrência no mercado e redução de custos para o acesso do consumidor. A receita média por usuário (ARPU) no México caiu em 15%; no Brasil, Colômbia e Chile o índice de redução foi de 13%, e na Argentina, de 1% entre 2008 e 2011. Em todos os cinco países, o custo de acesso à banda larga móvel é inferior a 2% do PIB per capita, com a Colômbia liderando a região em acessibilidade em 0,18%, e México, em terceiro lugar, com 0,61% do PIB per capita para o acesso de banda larga de nível de entrada. No entanto, isso não significa que as operadoras móveis hoje gerem menos receita por usuário, apesar do crescimento significativo no número de pessoas conectadas e da crescente expansão da cobertura do serviço.

Em resposta à crescente pressão da concorrência, as operadoras têm se empenhado em investir em novas redes, serviços e tecnologias. "Esta indústria é de investimento intensivo, especialmente para as operadoras que desenvolvem redes. Este cenário requer uma visão regulamentar de longo prazo, porque os países trabalham no sentido de superar o fosso digital exigem indústrias fortes, capazes dos investimentos necessários, a fim de atingir todos os usuários a preços acessíveis”, finaliza Bello.
Principais dados por país:

·         Argentina: As empresas de telecomunicações na Argentina dobraram seus investimentos durante o período analisado. O Capex cresceu de US$ 1,2 bilhão em 2008 para US$ 2,5 bilhões em 2011, aumento de 103% durante o período 2008-2011.
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·         Brasil: As telcos aumentaram seus investimentos em mais de US$ 2 bilhões (23%), o que representa o segundo maior nível per capita na região.

·         Chile: O aumento nos investimentos de telecom foi de US$ 1,2 bilhão em 2011, o que representa um crescimento de quase 40% desde 2008 (US$ 869 milhões).

·         Colômbia: Investimentos de US$ 1,4 bilhão em 2011, o que representa um aumento de 46% desde 2008.

·         México: O México apresenta o segundo maior nível de investimento total no setor. O investimento em 2011 foi de US$ 3,5 bilhões, ou crescimento de 24% desde 2008. Esse aumento de investimento é particularmente significativo, dado que as empresas no tiveram queda de receita em relação ao mesmo período de 3%.


O Observatório Ovum-ACHIET abrange 15 países da América Latina e avalia a região a cada quatro anos. Ele vai entregar periodicamente indicadores para governos, reguladores, empresas, organizações internacionais e universidades para identificar as variáveis ​​que podem acelerar ou retardar a plena integração da América Latina na Sociedade da Informação. O Observatório inclui 31 indicadores-chave criados a partir de mais de 10 mil pontos de dados coletados diretamente das empresas de telecomunicações na região. A maioria dos dados é obtida diretamente de operadoras de telecomunicações. Para mais informações sobre os indicadores por país ou para mais informações, visite os websites www.observatel.net; www.ahciet.net e www.ovum.com.