Por Jana de Paula | ||
A dita
proatividade está em tudo. Em gestão de pessoas, modelos de arquitetura,
gerenciamento de redes.... Há software e hardware proativos e suporte de
tecnologia de informação. O conceito está na computação ubíqua, na gestão das relações com clientes e é adotada como terapêutica ocupacional.
Existe, até mesmo, a chamada reprodução proativa em vacas. Desde quando, nos
anos 90, o termo aterrissou nas mais diversas áreas do conhecimento, recebe
um sem número de definições e de maneiras de ser aplicado.
Ficamos com
a aplicação do conceito no ambiente corporativo. A primeira ideia que nos vêm
à cabeça é a de que ser proativo implica agir sobre determinada questão antes
de ser solicitado e, principalmente, assumindo os riscos inerentes à ação.
Talvez seja sobre este princípio que muitos escândalos contábeis se
proliferaram no final dos anos 90 e início dos 2000.
Na verdade,
hoje já se fala na proatividade de ruptura (disruptive proactivity) que é,
justamente, a capacidade do indivíduo de se defender contra falsos conceitos
sociais, políticos e econômicos, sejam estes aplicados por governos, lideranças
empresariais ou financeiras. Este novo tipo de proatividade é inerente a todo
e qualquer modelo de inovação eficaz e tem sido muito recomendado pelos
analistas que sugerem linhas de ação para os modelos de negócio da Índia, um
dos países onde a inovação mais tem apresentado resultados. É claro que está
em posição diametralmente oposta à espécie de proatividade autoindulgente
descrita no parágrafo anterior.
Stephen
Covey, um dos primeiros a 'ser proativo' e que compilou as atitudes de
pessoas fortemente eficazes ("7 Habits of Highly Effective People"), definiu
o conceito, mais do que uma iniciativa, como concentrado na "capacidade
de resposta", ou seja, na liberdade de escolha. Veja, abaixo, o
modelo que ele criou, onde entre o simples estímulo e a esperada resposta há
o processo de escolha.
Parece a inserção
de mera palavrinha no gráfico entre estímulo e resposta. Mas, é uma
palavra mágica: escolha. Nestes tempos de crescimento vertiginoso da consciência
individual e planetária, o tipo de resposta que o indivíduo escolhe dar ao
estímulo que recebe é o que faz toda a diferença. É a atitude que permitirá à
sociedade como um todo e a cada um de seus membros se livrar do processo
hipnótico que se instaurou na estrutura institucional do planeta. É o que
transforma o indivíduo de sujeito (a algum conceito) a protagonista de suas
escolhas.
Assim, a ideia
evolui para a proatividade de ruptura, resultado do esforço próprio,
pessoal. "Muda-se o status quo, partindo-se da intermediação (inserção,
intervenção) da inovação ou de outras atividades positivas e produtivas.
Quando o esforço é bem-sucedido, isto nos traz a realidade de mudar o
jogo", define Sam Smith, autor de vários projetos inovadores para o
governo do Reino Unido e um dos 'seguidores de primeira hora' da disruptive
proactivity.
Tecnologia de ruptura quântica
Hoje, não
basta reconhecer o óbvio - que a concorrência está mais dura do que nunca. É
preciso olhar em volta, testar as soluções dos concorrentes ou interpretá-las
em outros segmentos de negócios. E mais. É preciso estar consciente que, além
da fronteira tradicional da organização, além da própria política de
governança das empresas, há grupos independentes a questionar a eficácia e a
ética do que é adotado, como meio de proteger a sociedade de decisões
unilaterais.
Este é o
estágio onde algumas companhias começam a buscar uma grande ideia quântica
que possa lhe trazer as desejadas vantagens de mercado e financeiras. É
quando se testa uma maneira radical de fazer as coisas, o que Clayton
Christensen chama de "tecnologia de ruptura quântica", ou a mudança
que força o realinhamento de prioridades e hierarquias.
O consultor
indiano Porus P. Munshi, entre outras ideias, sugere que não se pode
'costurar' uma nova ideia sobre a situação atual, sobretudo quanto esta vem
acompanhada de suposições como "isto não pode ser feito",
"isto é loucura, vão dizer que não compreendo a situação de
mercado". É somente quando a inovação radical supera este estágio que as
coisas começam a acontecer.
Francis
Bacon, o filósofo que adotava a proatividade de ruptura já no século XVII,
considerava um alívio descobrir que a busca para obtenção de determinado
sucesso estava sendo feita a partir de princípios falsos, pois isso
significava que o sucesso em si poderia ser obtido, se buscado com os meios
corretos.
Mais
do que ocultar-se em termos ou definições, a proatividade parece se
apresentar como a capacidade de realizar sucessos que beneficiem a todo um
grupo, mesmo que este grupo ainda não reconheça esta necessidade. O que
distancia a palavra de uma simples característica pessoal e tão repetida
e subutilizada em currículos.
|
||
terça-feira, 8 de dezembro de 2015
Proatividade ou tecnologia de ruptura quântica
quinta-feira, 26 de novembro de 2015
Jovens promovem cobertura colaborativa da COP21, em Paris
Em Paris, de 26 de novembro a 14 de dezembro, cerca de 30 adolescentes e jovens representantes de 12 Países (Brasil, Argentina, Colômbia, Costa Rica, Itália, França, Espanha, Portugal, Dinamarca, Lituânia, Grécia e Turquia) vão colaborar com a Agência Jovem de Notícias Internacional durante a Conferência ONU sobre o Clima (COP21) e eventos promovidos pela sociedade civil organizada.
Trata-se de um projeto de Educomunicação que tem como objetivo contar de forma colaborativa, a partir da perspectiva da juventude e por meio da produção de artigos, fotos e vídeos, o que estará rolando na cidade de Paris.
Esta é a quarta vez que os jovens da Agência vão acompanhar de perto as negociações climáticas para informar e também promover atividades de advocacy e sensibilização.
A COP21 é vista como a COP das COPs porque Paris deverá adotar um novo acordo vinculativo global que inclua todos os países da comunidade internacional, desde os mais industrializados (como os Estados Unidos e União Europeia) até os emergentes ou em desenvolvimento (como Brasil, China e Índia), que aumentaram consideravelmente as suas emissões nos últimos anos. O objetivo é manter abaixo de 2 ° C o aquecimento global, como recomendado pela comunidade científica internacional.
O projeto é encabeçado pela ONG Viração Educomunicação e vai contar com a colaboração pelo terceiro ano consecutivo da Associação Engajamundo (www.engajamundo.org), que foca sua participação no trabalho de incidência política e advocacy, com o objetivo de influenciar o posicionamento do Brasil e resultados mais ambiciosos para a conferência. “A participação da juventude brasileira torna-se ainda mais relevante diante do cenário em Paris!
Precisamos mostrar ao mundo que estamos unidos por um bem comum, que é o nosso planeta. O Engajamundo e a Agência Jovem de Noticias vão garantir que as vozes dos jovens brasileiros sejam escutadas num momento de decisão tão importante", diz Raquel Rosenberg, fundadora do Engaja.
De carácter internacional, o projeto conta com a parceria da Fundación Tierravida, Fundação Friedrich Ebert, Rede de Adolescentes e Jovens Comunicadoras e Comunicadores, Rede MasVos, Coletivo Clímax Brasil, Monde Pluriel, Província Autônoma de Trento, Associazione In Medias Res e Osservatorio Trentino sul Clima.
“Apesar do clima de ameaça de novos ataques na Europa, defendemos que a COP21 não pode ser feita a portas fechadas, blindada e sem a participação direta da sociedade civil. É por isso que nos organizamos para testemunhar este importante acontecimento pro presente e futuro do Planeta”, completa Paulo Lima, diretor executivo da Viração e coordenador geral do projeto.
Por toda a conjuntura de 2015, com o estabelecimento dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável), os desastres ambientais, crises políticas e econômicas e, recentemente, os ataques terroristas, a COP21 se apresenta como grande oportunidade para sensibilizar as pessoas em torno da Justiça Climática.
Fonte: agenciajovem.org
Trata-se de um projeto de Educomunicação que tem como objetivo contar de forma colaborativa, a partir da perspectiva da juventude e por meio da produção de artigos, fotos e vídeos, o que estará rolando na cidade de Paris.
Esta é a quarta vez que os jovens da Agência vão acompanhar de perto as negociações climáticas para informar e também promover atividades de advocacy e sensibilização.
A COP21 é vista como a COP das COPs porque Paris deverá adotar um novo acordo vinculativo global que inclua todos os países da comunidade internacional, desde os mais industrializados (como os Estados Unidos e União Europeia) até os emergentes ou em desenvolvimento (como Brasil, China e Índia), que aumentaram consideravelmente as suas emissões nos últimos anos. O objetivo é manter abaixo de 2 ° C o aquecimento global, como recomendado pela comunidade científica internacional.
O projeto é encabeçado pela ONG Viração Educomunicação e vai contar com a colaboração pelo terceiro ano consecutivo da Associação Engajamundo (www.engajamundo.org), que foca sua participação no trabalho de incidência política e advocacy, com o objetivo de influenciar o posicionamento do Brasil e resultados mais ambiciosos para a conferência. “A participação da juventude brasileira torna-se ainda mais relevante diante do cenário em Paris!
Precisamos mostrar ao mundo que estamos unidos por um bem comum, que é o nosso planeta. O Engajamundo e a Agência Jovem de Noticias vão garantir que as vozes dos jovens brasileiros sejam escutadas num momento de decisão tão importante", diz Raquel Rosenberg, fundadora do Engaja.
De carácter internacional, o projeto conta com a parceria da Fundación Tierravida, Fundação Friedrich Ebert, Rede de Adolescentes e Jovens Comunicadoras e Comunicadores, Rede MasVos, Coletivo Clímax Brasil, Monde Pluriel, Província Autônoma de Trento, Associazione In Medias Res e Osservatorio Trentino sul Clima.
“Apesar do clima de ameaça de novos ataques na Europa, defendemos que a COP21 não pode ser feita a portas fechadas, blindada e sem a participação direta da sociedade civil. É por isso que nos organizamos para testemunhar este importante acontecimento pro presente e futuro do Planeta”, completa Paulo Lima, diretor executivo da Viração e coordenador geral do projeto.
Por toda a conjuntura de 2015, com o estabelecimento dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável), os desastres ambientais, crises políticas e econômicas e, recentemente, os ataques terroristas, a COP21 se apresenta como grande oportunidade para sensibilizar as pessoas em torno da Justiça Climática.
Fonte: agenciajovem.org
segunda-feira, 23 de novembro de 2015
Arte, Ciência e Tecnologia no Instituto de Artes da Unesp
Dedicado ao desenvolvimento de tecnologias assistivas
dirigidas à arte, o projeto ‘Interfaces físicas e digitais para as artes: da
difusão à inclusão’, coordenado pela Dra. Rosangella Leote, professora do
Instituto de Artes (IA) da Unesp em São Paulo, proporciona a pessoas com
diversas deficiências de movimento e incapacidade de fala, a possibilidade de
produção de atividades artísticas, seja nas artes plásticas, cênicas, sonoras
ou outras manifestações, por interfaces, como o Kit Facilita, desenvolvido em projeto
colaborativo, por Acordo de Intercâmbio Internacional entre Brasil (Unesp) e
Espanha (UB) e o outro projeto “ARTIA”, que está sendo desenvolvido no Brasil,
em parceria entre a Unesp e a Unicamp, por meio de seus Institutos de Artes,
cujas finalidades são similares.
Entre os objetivos está, com base na Neurociência, entender
e ampliar o espaço perceptivo para o desenvolvimento e para a fruição da arte
(analógicas e/ou digitais em modalidades diversas, conforme o interesse dos
artistas com ou sem necessidades especiais.
Este trabalho acontece no GIIP – “Grupo Internacional e
Interinstitucional de Pesquisa em Convergências entre Arte, Ciência e
Tecnologia”, certificado pela Unesp junto ao CNPq.
Propósito e desafio.
O projeto se destina a fornecer tecnologia assistiva, de código aberto, com
possibilidades escalonáveis de funcionalidades. O usuário, ou seus familiares e
cuidadores, terá acesso aos manuais e rotinas para montagem de seus
dispositivos, sem nenhum custo destinado ao projeto, operando ao modelo “do
it yourself”.
Um dos desafios no processo é conciliar a tecnologia aberta
com recentes aplicações de biosensores, especialmente os neurosensores, visando
a utilização do cérebro para ações sem realização de movimentos por parte do
usuário. O projeto nesse sentido, proporciona o diálogo entre
multisensorialidade e a multimodalidade para, por meio de ferramentas como o
Kit Facilita e o ARTIA, proporcionar criação. “Gera assim interação de sujeitos
vinculando arte, ciência e tecnologia num contexto inclusivo”, diz a professora
Rosangella.
O projeto engloba cinco subprojetos, como o “Criar sem
limitações: Arte e tecnologia”, da Dra. Ana Amália Tavares Bastos Barbosa,
brasileira, que realiza pós-doutoramento no IA (Bolsa CAPES PNPD), e “Kit
Facilita - Projeto de Pesquisa e Inovação em Interfaces Assistivas de Baixo
custo” (http://www.mobilitylab.net/facilita/),
desenvolvido pelo Dr. Efraín Foglia, espanhol da Universidade de Barcelona, com
colaboração do Dr. Josep Cerdá i Ferré (UB). Este subprojeto também é de
pós-doutoramento. Ambos estão sob a supervisão profa. Leote.
O maior desafio, entretanto, foi desenvolver um projeto de
tal natureza dirigido e originado na área de artes. Não há nenhum outro projeto
desta natureza no Brasil e talvez até no Exterior.
Sem verba, foi necessário a montagem de uma equipe
interdisciplinar por engajamento político-social além do artístico. Alguns dos
participantes do projeto, que não são da Unesp, não têm salários nem há
patrocínio ou custeio de agências de fomento. A Unesp, através da Pró-reitoria
de Pesquisa (Prope - edital 16/2013) custeou a compra de uma parte dos
componentes. O restante foi obtido com aquisições feitas pelos membros da
equipe.
Testes. Os
pesquisadores já realizaram vários testes com sucesso: em 9 de julho de 2015,
em Lisboa, com Pedro Almeida, artista português que sofre de degeneração
precoce; em 16 de julho de 2015, e São Paulo, com a artista e arte educadora
Dra. Ana Amália Tavares Bastos Barbosa, que sofre de Síndrome de Locked-in
(doença neurológica rara, em que ocorre paralisia de todos os músculos do
corpo, com exceção dos músculos que controlam o movimento dos olhos ou das pálpebras
e, na maioria dos casos, impede a fala) ela vem aplicando as interfaces na
arte-educação e na própria produção artística; em 15 agosto de 2015, com a
Samara Andressa, jornalista paulistana, com paralisia cerebral.
Após esta sequência de testes, iniciou-se, em 29 de outubro
de 2015, testes/treino com as crianças e adolescentes da Fundação Nosso Sonho,
em SP, entidade filantrópica que promove a inclusão social de crianças e jovens
com paralisia cerebral, onde Ana Amália desenvolve sua prática didática de
arte. Os resultados com os adolescentes vêm criando altas expectativas quanto
ao sucesso do trabalho.
Os testes na Espanha, realizados com pessoas sem
necessidades especiais, apenas para a aferição dos modelos de calibragem e
respostas do protótipo ao movimento ocular, também resultaram positivos.
Tecnologia. O
desenvolvimento do protótipo “Kit Facilita” (www.mobilitylab.net/facilita/)
que opera com o rastreamento de movimentos dos olhos foi desenvolvido com
tecnologia reversa e customização de interfaces já disponíveis no mercado e com
código aberto. Isto permitiu realizar mais rapidamente o trabalho. Para os
realizadores do projeto, não fazia sentido desenvolver “do zero” um similar a
uma solução já existente.
Foi, então, adquirido o dispositivo Pupil Dv (www.pupil-labs.com), que
tem tecnologia aberta, para fazer a customização pretendida, usando a
programação Pure-data. A partir daí a primeira etapa do Kit facilita se
concretizou. O dispositivo se mostrou muito eficiente na operação com projeção
sonora. Isso permite ao usuário combinar sons, e até produzir música a partir
de células gravadas de sequências musicais, ou comunicar-se com frases simples,
como: “estou com fome”, “sim”, “não’ e outras.
Sua principal qualidade hoje é a de fazer soar arquivos, que
estão no computador, dispararem a partir de inputs de marcadores que
podem estar distribuídos pelo ambiente do usuário. O usuário pode, da mesma
maneira, fazer reproduzir trechos de música, falas teatrais, vídeos e
outros outputs com base em arquivos.
Um objetivo é prosseguir na evolução do kit para um
protótipo de comunicação, falada e/ou digitada, através de até 64 marcadores de
tamanhos diversos, quantidade que o dispositivo hoje pode ler. É possível
criar, por exemplo, um teclado físico ou projetado, o que facilitaria a ação de
pessoas que têm muita dificuldade de controle dos movimentos da cabeça como uma
grande parte dos paralíticos cerebrais. Como é um kit com propósito
expansível modularmente, ele poderá servir para inúmeras outras aplicações.
Para resolver as dificuldades encontradas por Ana Amália,
para a aplicação de seus workshops de arte, com o uso do dispositivo (conforme
o plano de trabalho do seu PD), foi utilizado, além do kit, o dispositivo
Eyewriter (www.eyewriter.org),
que também é tecnologia aberta, para testar suas vantagens para esta finalidade
específica.
O projeto prevê a utilização de ondas cerebrais para a
comunicação com o computador, especialmente para os casos mais críticos. Em
relação à tecnologia utilizada, foi utilizado, inicialmente, o Epoc/ Emotiv,
dispositivo leitor (neurosensor) e conversor de ondas cerebrais em informação
digital, para criar condições para o desenvolvimento de obras de arte pelos
artistas escolhidos.
Após os primeiros testes feitos, com o software Pure Data
controlando o dispositivo, foi possível criar comandos sonoros com a ativação
das ondas cerebrais. Mas observamos que as operações com o dispositivo eram
muito limitadas para as nossas intenções “É uma ótima interface para games e
outras situações de interação onde o detalhamento e a ordenação de sinais muito
rápidos e quase simultâneos não são necessários. Ocorre que é a precisão que
necessitamos para o público que enfocamos”, conclui a docente.
O Epoc/Emotiv (https://emotiv.com/)
tem a tecnologia parcialmente aberta. Assim, não se tinha acesso a modificações
mais incisivas, para que se pudesse customizá-lo de acordo com as
especificidades do nosso trabalho”, conta. “A versão que utilizamos foi a
educacional, que tem mais possibilidades de modificação do que a versão
completa.”
Por essa razão, foi elegido outro equipamento, o OpenBCI (http://www.openbci.com) para
a próxima etapa do trabalho, pois ele tem a tecnologia de hardware e software
abertas, tanto quanto compatibilidade com o Pure-Data. Sua função é,
basicamente, a mesma do Epoc/Emotiv, mas aberta é customizável, fornece maior
liberdade para as aplicações. “Isto percebido, a interface pode ser usada em
espetáculos de dança, teatro ou música. Os dados sonoros podem ser substituídos
por visuais, então o processo pode ocorrer misturando diferentes outputs além
das ações na tela do computador, explica a docente do IA.
Embora haja disponíveis EEGs mais poderosos e de alta
resolução e acuidade de leituras, estes não são acessíveis para a customização,
ou para o acesso em amplitude social, tanto quanto não podem ser adquiridos
dada a falta de financiamento que hoje o projeto tem.
Ações. O projeto,
até o presente momento, utilizou o laboratórios laboratório de Arte e
Tecnologia do IA, para identificação das práticas e tecnologias utilizadas no
desenvolvimento de seus produtos, bem como para desenvolvimento de nossos
projetos e aplicações das oficinas. A professora Rosangella também realizou
visitas de estudo, aferição e desenvolvimento de obras colaborativas na
Universidade de Barcelona, no grupo de pesquisa que ela integra (Barcelona
Recerca, Art y Creació - BR:AC (UB) e no Mobilitylab (mobilitylab.net), do qual
fazem parte Efraín Foglia, designer do Kit Facilita e o engenheiro de
computação, Jordi Sala, responsável pela programação do protótipo.
Durante o processo houve, no Brasil, a produção de uma
análise comparativa quanto à eficiência dos recursos tecnológicos digitais
assistivos que vem sendo produzidos ou pesquisados e que estão voltados às
necessidades do público alvo deste projeto; assim como a produção de obras
plásticas, em oficinas, utilizando interfaces assistivas, envolvendo, também, a
participação de pessoas que não tem limitações de movimento, como estratégia de
facilitar o reconhecimento da problemática que o projeto envolve.
Dificuldades. Uma
dificuldade a ser resolvida nas próximas etapas do projeto é a necessidade de
afinação do dispositivo para cada usuário. O ideal seria que cada participante
do projeto tivesse um dispositivo destinado à si. Numa situação controlada,
como o laboratório ou uma sala de aula, isto é possível fazer sem maiores
problemas, as respostas são mais garantidas. Entretanto, de um espaço do
espetáculo, por exemplo, com toda a pressão psicológica que costuma haver, para
qualquer artista mesmo sem deficiências, não é possível garantir que os
estímulos exteriores não comprometam ação do usuário caso haja um roteiro
rígido pré-fixado. “Assim, qualquer trabalho neste campo deve ser experimental
e permitir a incorporação do aleatório”, aponta a pesquisadora.
No caso de Ana Amália, o principal problema é que ela não
teve a destreza necessária para a utilização do Kit com o olho direito Embora
ela tenha conseguido operar o equipamento, sua instabilidade motora do olho faz
com que o ajuste se perca. Assim, foi iniciada uma alteração de programa e do
design, para seu uso mais confortável, inclusive alterando a câmera para que
possa fazer a leitura do olho esquerdo.
Os testes mostraram plausibilidade de sucesso do novo
protótipo. “As pessoas que não possuem problemas de comunicação, e que usaram o
Kit Facilita, relatam simplicidade na utilização do mesmo, mas incômodo com a
existência dos óculos. O mesmo se dá com as deficientes. Isto é uma questão a ser
levada para a continuação desta pesquisa”, aponta Rosangella.
Resultados.Todos
os testes a aplicações da interface Kit Facilita apresentaram funcionamento. O
teste aplicado em Portugal, na Fundação Liga Liga (www.fundacaoliga.pt),
com Pedro Almeida, que +e portador de degeneração precoce, deu ótimo resultado,
levando à elaboração de processo criativo para artes cênicas (dança) e artes
sonoras, naquela fundação.
Na Casa das Artes dessa Fundação, além do teste com o Kit
Facilita, foi possível conhecer um espaço para atividades colaborativas de
produção e realização artística a distância, inclusive em tempo real. “Neste
caso, nossa parceria prevê desenvolvimento de obras cênicas, junto ao grupo de
dança Plural, que tem bailarinos com e sem necessidades especiais, ao modo de
valorização das atividades artísticas de todos”, manifesta a pesquisadora
brasileira.
Dos testes realizados no Brasil, com Ana Amália Barbosa e
Samara Andresa Del Monte, o da jornalista Samara (paralisia cerebral) foi o
mais bem-sucedido. “A aplicação do Workshop para crianças com paralisia
cerebral, na Fundação Nosso Sonho (SP), por Ana Amália, em 28 de outubro de
2015, mostrou que se está no caminho certo”, avalia Rosangella.
Artia vem aí. “Diante
das dificuldades encontradas com a interface Kit Facilita, até o momento, para
as funções gráficas, será necessário desenvolver outra solução, para outros
casos, desta vez com o design realizados pelos brasileiros. Isto não modifica,
porém, nosso empenho para continuar nosso trabalho, tanto com o Kit, como com o
BCI (leitor de ondas cerebrais)”, conclui a pesquisadora do IA.
Para as próximas etapas, a curto prazo, o engenheiro de
sistemas Dr. Daniel Paz está utilizando o Pupil Dv, com programação Processing.
Alguns testes, nesse sentido, mas usando componentes avulsos, foram feitos pelo
Dr. Renato Hildebrand, ambos são da Unicamp e membros do GIIP.
O Grupo vem, por vários processos, produzindo obras com o
intuito de encontrar poéticas, compartilháveis e fruíveis, apoiadas menos no
espaço subjetivo das experiências do artista e muito mais em conhecimentos
científicos, com grande ênfase na Neurociência.
Assim, é imperativo o uso de biosensores, especialmente os
de ondas cerebrais, para a continuidade do projeto.
Por isso, a etapa à médio prazo, estudam a aplicação do
enfoque no uso do OpenBCI, visando o desenvolvimento do projeto agora nomeado
ARTIA. Este não é uma substituição ou continuação do Kit Facilita, mas uma
proposta paralela, cuja missão é trabalhar de duas maneiras desenvolvendo dois
protótipos: o “ARTIA-V” e o ARTIA-C”.
O primeiro para ações com rastreamento ocular, visando
escrever, desenhar, pintar e projetar esculturas para serem impressas em 3D,
gerando protótipos para as obras que seriam construídas por pessoas contratadas
ou parceiros de criação. O segundo, para a utilização de ondas cerebrais com
finalidades similares e também aplicações com sons e imagens fora do
computador, visando obras artísticas experimentais e processuais.
Crowdfounding. Enquanto
a investigação não é suficientemente reconhecida e patrocinada pelas agências
de fomento, uma das próximas ações será criar um projeto de crowdfunding a
fim de buscar a colaboração financeira necessária para desenvolver e amplificar
o projeto como um todo, disponibilizando para a sociedade a possibilidade da
inclusão, pela arte, a todos aqueles sem movimentos físicos e de fala, bem como
quem não tem estas dificuldades e queiram usar tais dispositivos em parceria os
que têm ou individualmente. A Arte é livre e, mesmo sem os recursos adequados,
se produz”, provoca Rosangella.
Teste Ana Amália: https://www.youtube.com/watch?v=-pCRI4xv504&feature=youtu.be
Fonte: UnAN - Unesp Agência de Notícias
quarta-feira, 28 de outubro de 2015
Apple: o melhor ano fiscal de sua história
Apple anunciou hoje seus resultados financeiros para o
quarto trimestre do ano fiscal de 2015, concluído a 26 de setembro passado. A
companhia apresentou receita de US$51.5 bilhões e lucro líquido de US$11.1 bilhões.
O resultado se baseia na venda recorde do iPhone no período, na expansão da disponibilidade
do Apple Watch no mercado mundial e na venda recorde absoluta do Mac, bem como
na receita com serviços
“O ano fiscal de 2015 foi o mais bem-sucedido da história da empresa, com crescimento das receitas de 28%, ou cerca de US$ 234 bilhões”, comemorou Tim Cook, CEO da Apple.
“O ano fiscal de 2015 foi o mais bem-sucedido da história da empresa, com crescimento das receitas de 28%, ou cerca de US$ 234 bilhões”, comemorou Tim Cook, CEO da Apple.
Aleksi Aaltonen, da Warwick Business School, é Professor
Assistente de Sistemas de Informação, ex-designer na Nokia e é estudioso
da Apple. Para ele, a Apple ter apresentado crescimento de receita ao longo dos
últimos quatro anos, num ambiente de negócios extremamente volátil, “é
impressionante”. Segundo o analista, a companhia conhece seu negócio “extremamente
bem e está alavancando com sucesso seu atual portfólio de produtos com vistas a
expansão em novos mercados, tais como pagamentos móveis”.
Mas, existe um ‘mas’… Investidores querem sempre mais
crescimento. E, de fato, a Apple poderia facilmente manter e/ou ganhar quotas
de mercado através da oferta de produtos mais baratos, mas isso iria destruir
suas margens de lucro e a força da marca.
"A Apple sempre foi uma empresa muito centrada no
produto e, a fim de continuar a atuar no longo prazo, precisa oferecer sempre
uma grande inovação para o mercado. O carro da Apple ainda está na fase dos
rumores; eu também não estou bem certo se o Apple Watch sobrevive à maciça
campanha publicitária. Quanto mais o atual portfólio de produtos carregar o
sucesso das vendas da companhia, sem novas grandes inovações, maior o risco de
que a empresa entre em fase de estagnação, como ocorreu com a ex-líder do
mercado móvel Nokia e, em alguns aspectos, a Microsoft”, disse Aaltonen”.
terça-feira, 20 de outubro de 2015
Cybercrimes e reputação preocupam os CEOs
A violação de informações estratégicas e os danos à reputação
estão entre os riscos mais prováveis de acontecer e que tendem trazer maior
impacto às empresas. É o que mostra a pesquisa International Business
Resilience Survey 2015. De acordo com o estudo, 79% dos executivos
entrevistados consideram a violação de dados estratégicas e os danos à
reputação os riscos de maior probabilidade de acontecer e que podem trazer
maior impacto para as suas organizações. Outros 59% consideram que falha no
banco de dados é outro risco que podem trazer grandes impactos para as
empresas. E 58% temem falhas nos serviços online decorrentes de ataque
cibernético.
O estudo foi realizado pela consultoria de risco e corretora
de seguros Marsh, em parceria com Instituto Internacional de Recuperação
de Desastres – DRII e entrevistou 200 CEOS e executivos das áreas de
gestão de risco e continuidade de negócios de empresas multinacionais no mundo
todo. A pesquisa mostra também que embora risco cibernético e danos à reputação
estejam no centro das preocupações dos executivos, 73% deles relevam haver uma
falta de planejamento de gestão de crise nas empresas. Por outro lado, para se
proteger dos ataques cibernéticos 28% afirmam ter apólices de seguros especiais
para coberturas ataques cibernéticos. Outros 21% contratam seguros também para
se proteger de possíveis danos à reputação das empresas após uma violação de
dados.
Outro dado preocupante da pesquisa é que 60% dos CEOS e
gestores de riscos entrevistados têm dado pouca importância na resiliência
dos sistemas de TI em relação à gestão de reputação de suas empresas. E, ainda,
29% destes executivos já identificaram prevenção de falhas no sistema de
TI de suas empresas. Os resultados da pesquisa indicam que as organizações
estão mais bem preparadas para enfrentar os riscos tradicionais, mas não estão
preparadas para fazer frente aos riscos não tradicionais – riscos de ataques
cibernéticos, por exemplo.
Dados da pesquisa revelam também que os CEOS e gestores de
risco das empresas têm diferentes percepções sobre as medidas e controle das
exposições de riscos de suas respectivas empresas que possam resultar em
acidentes, perdas e prejuízos. Três em cada quatro entrevistados consideraram
que o fracasso do sistema de TI é uma das duas áreas que podem ter o maior
impacto sobre a reputação de sua organização, juntamente com a falta de
planejamento de gestão de crises.
Leia a pesquisa completa aqui
Leia a pesquisa completa aqui
quinta-feira, 15 de outubro de 2015
A Era da Disrupção Constante
Por Edmardo Galli*
Disrupção significa rompimento. No caso da disrupção
tecnológica, trata-se de um rompimento de paradigmas, graças a novas tecnologias
que tomam conta da vida das pessoas, proporcionando mudanças profundas em
nossa sociedade, para sempre.
A era atual é um momento em que as novidades surgem rápido, ganham
escala rápido, barateiam rápido e dominam o mundo em um piscar de olhos. “Hoje,
vivemos em constante disrupção. Imaginamos uma ideia ‘impossível’, e
quando vemos, estamos usando em nosso dia-a-dia aquela ‘ideia impossível’.
A disrupção tecnológica segue esses passos mencionados
acima. Primeiro, a criação vive no campo das remotas possibilidades. Ao ganhar
escala e se tornar acessível financeiramente, ela toma conta em pouco tempo. E
não estamos falando em ficção científica, estamos falando de disrupções reais
que já vivemos em nosso dia a dia.
Este processo pode ser dividido em 6
partes, de acordo com Peter Diamandis, fundador da Singularity University,
universidade no Vale do Silício, financiada por Google, Cisco, 3D Systems e
diversas outras gigantes do ramo. Diamandis nos explica que a disrupção é parte
de uma cadeia de eventos ainda maior, que ele chama de “pensamento exponencial”.
Esse tipo de pensamento segue, ao invés de uma evolução linear de 1, 2, 3, 4,
5, 6; uma escala exponencial: 1, 2, 4, 8, 16, 32. Dessa maneira, o crescimento
é infinitamente maior e mais expansivo
Para isso acontecer, os 6 passos são:
1) Digitalização
Tudo o que é digitalizado, entra automaticamente no processo
de crescimento exponencial, pois assim a informação pode ser replicada
automaticamente, sem custo algum, quase infinitamente.
2) Decepção
No início do seu crescimento exponencial, a evolução é quase
imperceptível, podendo enganar facilmente quem olha de fora. Numericamente,
essa evolução seria de 0,01%, 0,02%, 0,04%, 0,08%, 0,16%. Mas quando essa fase
acaba, entramos no período da:
3) Disrupção
É nesse momento em que o mundo muda e se torna excitante! É
numa rápida virada de jogo em que tudo o que era deceptivo tem uma explosão de
crescimento.
4) Desmaterialização
O próximo passo é diminuir espaço, literalmente. Há alguns
anos atrás, por exemplo, nós precisaríamos de uma sala cheia de aparelhos
diferentes para termos o que hoje existedentro de um smartphone – telefone,
GPS, rádio, câmera de vídeo, câmera fotográfica, gravador, mp3 player, VHS
player etc.
5) Desmonetização
Serviços, produtos e até intangíveis se tornam
desmonetizados por novas tecnologias. Se a Amazon desmonetiza livrarias e
aNetflix desmonetiza locadoras e até cinemas, o Skype desmonetiza não só
companhias telefônicas, mas a própria distância.
6) Democratização
Com algo digitalizado, que não ocupa espaço e resolve
situações e complicações que antes demandariam tempo e dinheiro, o acesso
àquilo fica muito mais... democrático. Vivemos em um mundo hiper conectado,
onde qualquer informação é compartilhada instantaneamente. Hoje, qualquer
pessoa tem a possibilidade de ter uma ideia, desenvolver essa ideia com custo
mínimo (criar um aplicativo, por exemplo), e deflagrar um movimento disruptivo
no mundo em questão de meses. As possibilidades e oportunidades
nunca foram tão democráticas na história da humanidade.
Para exemplificar, Edmardo listou quatro casos de disrupções
tecnológicas que já foram um dia um sonho, mas que já tomaram conta da vida de
todo mundo:
1) Smartphone
Quando a internet surgiu 20 anos atrás, alguns já imaginavam
que um dia, ela seria super-rápida e estaria na palma de nossas mãos - ao toque
de um dedo. Os disruptores nos deram o smartphone que, junto com a internet
móvel, mudaram a vida de pessoas ao redor de todo o mundo. Mudou a velocidade
com que problemas são solucionados no dia a dia; mudou a configuração do
trabalho como um todo (não é mais necessário estar presente no escritório o
tempo todo); mudou a forma como as pessoas se
relacionam; mudou a velocidade do acesso à informação; mudou a forma como a
imprensa informa seus leitores; mudou a propaganda; mudou as necessidades
prioritárias das famílias.
2) Instagram
Enquanto a Kodak declarava falência, o (recém-criado)
Instagram era vendido por bilhões de dólares. A digitalização das imagens, a
possibilidade de elas estarem na palma de nossas mãos e com um clique serem
compartilhadas, tornou o Instagram uma ferramenta altamente disruptiva. O
Instagram transformou o comportamento dos usuários de smartphones, tornando
todos fotógrafos apaixonados por registrarem cada momento de suas vidas.
3) Impressora 3D
Estilistas já fazem coleções inteiras de roupas e acessórios
com a impressora 3D. Grandes soluções como a possibilidade de gestantes cegas
“sentirem” seus fetos durante ultrassons também aconteceram graças a essa
maravilhosa ferramenta. Em breve, ela será ainda mais acessível e responsável
por substituir tudo o que pudermos imaginar.
4) Programático
A internet conhece todas as pessoas muito bem. Ela sabe do
que eu gosto, do que você gosta, o que eu comprei ontem para onde fui viajar –
e sabe se fui sozinho ou com a minha família. Para ela, não há segredo. E o
programático surgiu como ferramenta de organização desses milhares de
informações em prol de marcas e anunciantes, que querem encontrar e impactar
seus clientes de forma inteligente e muito bem “pensada”. O programático é o
novo estágio da propaganda, o futuro da conexão entre consumidores e marcas.
Mudando a forma como se faz publicidade, mudando a forma de criar conteúdo.
*Diretor geral da IgnitionOne, empresa de tecnologia
programática.
quarta-feira, 2 de setembro de 2015
Wikipedia fecha 381 contas promocionais e de SPAM
A Wikimedia Foundation, que abriga a enciclopédia online
Wikipédia, anunciou ontem a suspensão de 381 contas para a criação de páginas
consideradas de natureza excessivamente promocional ou com links de spam. A WMF
alega que as contas identificadas, conhecidas como 'sockpuppets' (ou ‘bonecos
de meia’), teriam sido usadas para cobrar ou aceitar contribuição financeira “para promover os
interesses externos ao Wikipedia, sem revelar sua filiação" - algo que fere
a finalidade da Wikipedia, de precisão, imparcialidade e confiabilidade.
Como parte de um inquérito interno - codinome ‘Orangemoody’
(algo como ‘laranja temperamental’), o nome do primeiro sockpuppet descoberto –
a WMF constatou entre os editores desonestos a “violação de seus termos de uso, criação de novas páginas, bem como alteração das já existentes, para efeitos de obter
ganho financeiro”.
Além de bloquear contas,a campanha de ‘limpeza’ do Wikipedia
também visa a supressão de 210 artigos “com sinais de matéria paga de interesse
de grupos de empresários, artistas etc."
O Dr. Aleksi Aaltonen, da área de pesquisas da Warwick
Business School, afirmou hoje que "ficaria surpreso se o Wikepedia não
fosse alvo de todos os tipos de tentativas de manipulação de seu conteúdo, pois
é um produto de referência extremamente popular e seu conteúdo é altamente
visível através dos motores de busca”.
Para o pesquisador, o Wikipedia tornou-se relativamente bom
em se proteger de tais tentativas ao longo dos anos e, na verdade, o conteúdo
tendencioso foi removido rapidamente - para a decepção da pessoa pensava estar
pagando por um esforço editorial legítimo:
“Usar o Wikipedia como ferramenta de fraude contra
indivíduos e pequenas empresas dessa forma é, no entanto, novo para mim. O site
precisa levar a sério esta ameaça a sério e fazer o possível para impedir que
isso aconteça. Mas, os casos são um exemplo das formas cada vez mais
sofisticadas de fraude na internet. Isto não tem nada a ver com a Wikipedia e a
única maneira de parar com estas práticas, em última análise, é ajudar as
pessoas a distinguir melhor entre negócios on-line legítimos e ilegítimos",
concluiu ele.
Assinar:
Postagens (Atom)




