terça-feira, 14 de julho de 2015

Goldgenie confecciona aeronaves em ouro 24K para aficionados e colecionadores

Após realizar blindagem a ouro em carros, bicicletas e monociclos elétricos, os artesãos da Goldgenie partem para as aeronaves. O jato a ouro 24 quilates é o mais novo sonho de consumo de luxo. Coberto por camada brilhante de ouro 24k, este avião de metal leve foi confeccionado na França para refletir a forma de um Boeing 777. Sem portas, janelas ou motores barulhentos, ele é o adorno elegante para uma secretária executiva e o presente perfeito para qualquer piloto ou entusiasta de aviação.

Batizado de "Sonho do Aviador" (Aviator’s Dream), o modelo elegante está disponível com o emblema das principais companhias aéreas, British Airways, Emirates, Qatar ou a própria companhia aérea da Goldgenie, "Goldgenie Air". Existem muitos modelos de aviões do mundo, mas esta edição limitada banhada a ouro 24k, num modelo de aeronave estável quer causar frisson no mercado. A ideia da Goldgenie é justamente esta: competir no exclusivo novo nicho de aviões glamourosos.

Apenas 99 de cada libré (uniforme), emblema ou logotipo serão criados, tornando cada peça, item de colecionador. A equipe de designers gráficos também está disposta a personalizar os aviões com gravação a laser. Os clientes são bem-vindos para ter o uniforme de sua companhia aérea favorita ou gravar seu próprio nome imaginário de companhia aérea.


O preço do luxo, a Goldgenie não informa no release enviado… A empresa também confecciona iPhones e iPhone Watch em ouro 24K. Sua sede está localizada em Cingapura, cidade-estado a Sudoeste da Ásia, e sua exclusiva lista de clientes inclui de famosos costureiros da moda e artistas, a xeiques e a grande maioria da lista dos mais ricos do mundo.

Vendas no eRetail devem crescer 17% em 5 anos, com entrada das mídias sociais nesta arena

Por Juniper Research


Entre 2015 e 2020, as vendas globais do mercado de e-commerce varejo (eRetail) devem atingir U$ 1,7 trilhões, ou 17% a mais do que em 2014. Embora o crescimento recente tenha sido impulsionado por fatores como implementações de redes públicas de Wi-Fi e rollouts de 4G, em médio prazo, as vendas devem receber forte impulso da tendência das empresas de mídia social em atuar como plataformas de vendas diretas. As constatações são do Juniper Research, no novo estudo “Mobile & Online Purchases: Cards, Carrier Billing & Third Party Payment Platforms 2015-2020”.

Players como Twitter, Facebook, Pinterest e Instagram já lançaram ‘botões de compra’ em suas apps móveis e espera-se que estes players também estejam dispostos a aperfeiçoar suas expectativas de vendas através de parcerias com varejistas estratégicos. O Twitter, por exemplo, já permite a seus usuários ligar suas contas à Amazon.

Integração loja física e on-line é 'crítica'

A pesquisa também argumenta que os varejistas on-line estão, cada vez mais, buscando reduzir o ‘time-to-consumer’, lançando a opção de entrega no mesmo dia da compra, enquanto as lojas físicas, chamadas de 'bricks and mortar', já oferecem largamente a opção de entrega para o dia seguinte, muitas vezes cobrando um premio nesta opção.

No entanto, a pesquisa adverte que os varejistas devem oferecer uma mensagem consistente, marca e experiência de compra em todos os canais. O Juniper argumenta que a integração entre loja física e on-line também é crítica, se a intenção dos varejistas é aumentar a extensão de seu poder de identificar hábitos de compra ‘omnichannel’ de um único indivíduo.

De acordo com o autor da pesquisa, Dr. Windsor Holden, "a chave é garantir que os consumidores possam escolher seu próprio caminho para as compras, ao invés de se restringir às limitações do canal".

Neste ambiente, a pesquisa do Juniper prevê que os smartphones serão responsáveis por mais de 40% das transações eRetail até 2020.


Já quanto ao faturamento da operadora, está atrelado à oferta de rede aos provedores de conteúdo. Mecanismo fundamental para monetização de conteúdo digital, sua utilização para a compra de bens físicos deve ser limitado, pois as receitas exigidas pelos operadores de redes e plataformas de faturamento é comparativamente maior. 

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Setores a se beneficiar com a Internet das Coisas (IoT)

Por Samir El Rashidy

Muito se fala sobre a internet das coisas, ou internet of things (IoT), e sonhamos em vê-la implementada.  A ideia de máquinas conectadas à internet, nos enviando informações e alertas com o que necessitam ou com o que nós necessitamos, é fascinante. O Gartner prevê que até o final do ano haverá cerca de 4.9 bilhões de “coisas” conectadas em todo o mundo, transformando a forma como trabalhamos e vivemos. Neste sentido, vemos determinados setores que estão suficientemente maduros para se transformar graças a esta tecnologia. 
Máquinas de vendas automáticas
A Internet das Coisas pode dar novas oportunidades aos negócios de máquinas automáticas. Ao desenvolver uma máquina de café conectada é possível conseguir grandes benefícios, que resultam em uma experiência melhor de serviço ao cliente. Neste sentido, é possível manter uma qualidade alta do café ao controlar os níveis de estoque e as necessidades de manutenção do aparelho. Por exemplo, pode-se fazer um acompanhamento da carga de trabalho existente e recomendar quando seria ideal fazer a manutenção. Também é possível supervisionar a temperatura, a vibração e a pressão, para garantir que o café produzido pela máquina mantenha altos padrões de qualidade. Para máquinas em geral, o sistema também pode controlar os níveis de fornecimento, detectando e se antecipando aos problemas, com a análise dos dados coletados.
Agricultura inteligente
Hoje, existem e já estão disponíveis sensores conectados para o monitoramento da presença de insetos, clima, umidade do solo, entre outros. Reunidos, estes sistemas inteligentes dão aos agricultores o controle da produção ao longo da temporada de plantio, permitindo o acesso a esses dados de diferentes dispositivos e lugares.
Como estão conectados, os agricultores podem ser alertados rapidamente se os sensores detectam que é necessário atuar para proteger suas culturas.
As soluções agrícolas inteligentes, porém, não se limitam somente a plantações - existem soluções para monitorar rebanhos, realizar o acompanhamento dos ciclos de ovulação do gado, otimizar o uso da água, de pesticidas, entre outros.
Transporte
Estima-se que, em um futuro próximo, os automóveis também estarão cada vez mais conectados. Isso permitirá que sejam quase automáticos, mas também revolucionará o gerenciamento de frotas, tornando possível analisar os estilos de dirigir, reduzir custos e controlar o consumo de combustível. Mais além, podem fornecer também alertas mecânicos, de manutenção, avisos relacionados ao pessoal e o rastreamento da entrega, por meio da geolocalização.
Além destes aspectos, o transporte conectado implica ainda em uma melhor gestão do trânsito das cidades. Por exemplo, em Santiago do Chile, existe um sistema de monitoramento do transito veicular que analisa o nível do congestionamento rodoviário, as velocidades dos carros, entre outros dados.
A computação em nuvem tem um papel chave neste processo, para que os municípios possam ter a informação armazenada e disponível sem investir demais em infraestrutura de TI.
Serviços Públicos
Os serviços públicos inteligentes já estão sendo implementados em alguns países e devemos ver esta tendência crescer. Trata-se basicamente de poder medir o uso da água, eletricidade, gás etc. A promessa destas soluções é que as empresas de serviços públicos poderão manter os padrões mais altos de disponibilidade de serviço, além de serem capazes de minimizar o desperdício ao ganhar conhecimentos valiosos sobre o comportamento de suas redes.
Cidades inteligentes
A internet das coisas é a chave para criar e administrar cidades inteligentes, permitindo gerenciar um edifício, um conjunto de edifícios ou uma cidade inteira a partir de qualquer dispositivo, e em qualquer lugar. Com esse sistema, as operadoras podem gerenciar desde o transito até sistemas de irrigação, esgoto, serviços públicos, iluminação e muito mais.
Observamos que está cada vez mais perto de nós o conceito de “tudo conectado à internet”, o que promete trazer muitos benefícios para nossa vida pessoal, mas também para o desenvolvimento dos negócios. A tecnologia é fundamental neste ponto e apostar em seu desenvolvimento é o que realmente vai gerar vantagem competitiva e permitir nos diferenciarmos em um mundo que é a cada dia mais competitivo e global.
Diretor da Orange Business Services para América Latina

sexta-feira, 27 de março de 2015

Cinco razões pelas quais PMEs devem pensar em continuidade dos negócios


Por Daniela Costa


Num mundo informatizado, virtual e em constante transformação, os dados e informações das empresas se tornam ativos essenciais para a sobrevivência de qualquer uma. Cada vez mais, os negócios precisam de sistemas que operem em tempo real e 24h por dia.

Hoje, já quase não há um comércio, mesmo que pequeno, que não conte com nenhuma ferramenta de tecnologia – para as operações de caixa, controle financeiro, de estoque, contato com clientes, entre outros. Ou seja, as PMEs precisam se preocupar em ter as tecnologias a favor do seu negócio disponíveis, mas muitas não possuem qualquer tipo de ferramenta para proteção, backup e recuperação destes dados, aplicações e sistemas.

Abaixo, listamos cinco razões pelas quais garantir a disponibilidade dos negócios por meio de soluções de tecnologia de proteção e recuperação é crucial, até para os pequenos negócios:

Uma empresa sem dados não sobrevive – desastres podem acontecer com qualquer empresa ou pessoa. Garantir sua proteção e disponibilidade por meio de aplicações e sistemas automatizados e confiáveis torna-se fundamental, já que desastres podem acontecer com qualquer empresa ou pessoa. Erros humanos, roubos e assaltos, apagões, inundações (até mesmo não causadas pelas chuvas, mas por problemas no ar condicionado) são os mais comuns atualmente e, lembre-se: muitas vezes, uma perda de dados pode custar a vida de uma PME.

Na era da informação, os dados são os insumos mais críticos para a geração de conhecimento e vantagem competitiva para os negócios. Nomes de clientes e dados cadastrais em geral, histórico de vendas, informações de crédito, estoque, são dados básicos para o dia a dia de qualquer organização.

Ferramentas caseiras podem ser uma armadilha. Muitas PMEs realizam o backup de seus dados de forma caseira – em um cd, hd externo ou pen drive, e somente quando lembram de fazê-lo. Muitas vezes, nem sabem onde guardaram o backup, caso precisem recuperar algum arquivo. Criar uma rotina automatizada é a maneira mais eficaz de garantir a proteção dos dados.

Pequenas e médias usam cada vez mais a internet para impulsionar as vendas A internet tem sido uma grande aliada das PMEs. Sem restrição de espaço ou horário, ela permite que os negócios funcionem 24 horas por dia, sete dias por semana. Isso amplia as possibilidades de ganho infinitas vezes. Mas nem todo comércio está pronto para entrar nas vendas online. É preciso que os dados estejam sempre disponíveis e os sistemas acessíveis para vender na internet. Somente com um plano de recuperação de desastres eficiente que combine segurança e contingência é possível passar por possíveis falhas, sem comprometer a sobrevivência dos negócios.

Estar online em qualquer lugar e a qualquer momento. Nos últimos anos, as condições mais dinâmicas nas quais os negócios estão inseridos, liderados pelas plataformas móveis, mídias sociais, Big Data, Analytics e, ainda, tecnologias em nuvem, fizeram com que o acesso aos dados e aplicações de diferentes plataformas fosse uma premissa para um negócio bem sucedido. Para um empreendedor, é importante estar sempre disponível para atender seu cliente. Mas, combinação da adoção de novas tecnologias com as novas necessidades dos negócios cria um ambiente propício para o caos de dados, não importando o tamanho do negócio.

“Meus dados estão na nuvem”.Com a ampliação da oferta dos serviços de nuvem, muitas PMEs acreditam que o backup não é necessário. A TI ainda é vista como despesa, mas uma vez que os dados são perdidos, entende-se a necessidade. Os sistemas em nuvem ampliaram as possibilidades para as empresas aumentarem a troca de informações e colaboração. Porém, a perda de dados torna-se um risco maior, uma vez que ainda é necessária a adaptação ao uso deste armazenamento de forma correta.

Mais do que qualquer razão, é necessária uma conscientização para que as PMEs entendam que o investimento em backup e recuperação é uma necessidade latente em termos de economia de tempo e agilidade para a garantia da continuidade dos negócio.

VP para a América Latina da Arcserve, empresa de softwares para recuperação de dados e aplicações.



segunda-feira, 23 de março de 2015

Prospera Jovem lança programa de capacitação com tradução simultânea no exterior

Diante do grande interesse de jovens brasileiros universitários para a capacitação e especialização em universidades do exterior, o Prospera Jovem International acaba de lançar um programa a custos reduzidos e facilitados e com um grande diferencial: todas as aulas terão tradução simultânea para o português.

Segundo Marcya Machado (foto), idealizadora e diretora do programa, muitos jovens se interessaram em participar da capacitação pela programação dos cursos e pela tradução simultânea. O Prospera Jovem International mantém uma parceria com o Valencia College, sediado na Florida, nos Estados Unidos, umas das maiores universidades públicas norte-americanas.

Entre as disciplinas previstas na capacitação do programa, aulas de marketing & comunicação, inovação, empreendedorismo & estratégia de negócios, sustentabilidade, entre outros. Além do certificado e visitas técnicas em empresas norte-americanas a viagem ainda inclui city tour pela cidade de Orlando e um dia inteiro na Disney World.

O Prospera Jovem International promete um intercâmbio intensivo de 40 horas, com apresentações práticas e teóricas, visitas técnicas às empresas norte-americanas e atividades acadêmicas com parceiros internacionais.

“Muitas vezes, o jovem tem a ideia de se capacitar fora do país, mas não sabe como concretizar, e ainda, não encontra facilidades para pagar. Além disso, quase todas as capacitações não têm tradução simultânea. O programa foi organizado para facilitar a vida do aluno no exterior”, afirmou a diretora.

Fonte:MaxPress

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Cinco tendências tecnológicas para a América Latina, em 2015

Por Hector Silva, diretor de tecnologia para a América Latina da Ciena


De demandas voltadas as necessidade das empresas à interação software/hardware, grandes mudanças estão chegando ao mercado de telecomunicações na América Latina e Caribe (CALA). Como o interesse por serviços de telecominucações in CALA continua a crescer e os grandes eventos, como os Jogos Olímpicos de 2016, que demonstram a importância da infraestrutura de rede, Hector Silva, CTO da Ciena na América Latina e Caribe, destaca cinco tendências que provavelmente surgirão nesse ano:

1 - Vídeo 4K, LTE e 5G farão da rede metropolitana novo campo de batalha
Dados móveis, vídeos de alta definição e streaming de vídeo 4K adicionarão mais pressão à rede metropolitana. Essas aplicações exigem um enorme aumento de capacidade por usuário, fazendo da rede metropolitana um novo campo de batalha para ganhar vantagem (ou desvantagem) competitiva, com maiores implicações para a experiência do usuário e os modelos de negócios. As redes precisam ser mais eficientes em termos de crescimento da capacidade e redução do custo por bit. Elas também precisam ser flexíveis para continuar evoluindo e dar suporte a novos serviços e às demandas dos usuários.  
A transição do 4G para o 5G é um assunto que deve ganhar importância na região. O ambiente 4G ainda está começando na América Latina, mas percebe-se claramente que a infraestrutura da rede deve continuar evoluindo. O Brasil, por exemplo, está pesquisando e desenvolvendo um 5G que combinará múltiplas frequências para atingir velocidades de até 200 Mbps. A percepção geral é de que estamos no caminho certo para dar suporte ao crescente uso de aplicações que exigem muita largura de banda, mas evoluir nossas redes exigirá mais recursos e a capacidade de ampliar a conectividade; será uma questão de como implementar, e não porque implementar.

2 - SDN/NFV vão se popularizar
Em 2013, a maioria das pessoas estava falando sobre SDN e NFV de forma teórica, ao passo que, em 2014, mais empresas demonstraram soluções e softwares que colocam SDN/NFV em um contexto mais amplo. As empresas estão levando suas opções de SDN mais a sério, com os provedores latino-americanos se alinhando mais com a América do Norte e a Europa para definir e implementar as exigências. Embora ainda haja um certo debate quanto aos benefícios de curto prazo da SDN, muitas empresas têm tido uma agradável surpresa ao perceber que não precisam esperar dois ou três anos para ver o progresso. As aplicações SDN, como o conjunto de softwares Agility da Ciena, já são uma realidade, deixando claro que as operadoras podem e devem começar sua transição para SDN agora. Em 2015, esperamos ver mais implantações de SDN em redes de telecomunicações em todo o mundo.
E 2015 promete colocar as discussões sobre NFV em foco assim como a SDN esteve nos últimos 12 meses. Quando se vê o que o software pode fazer por uma rede, é só uma questão de tempo para começar a substituir as funções de hardware por seus equivalentes virtualizados. O recente relatório "Tamanho de Mercado e Previsão de Hardware e Software de SDN e NFV” da Infonetics prevê que os mercados de NFV e SDN chegarão a US$ 11 bilhões em todo o mundo em 2018.

3 - Serviços sob demanda resultarão em maior eficiência para as Empresas.
O tema dos serviços sob demanda está sempre nas conversas sobre monetização da rede, especialmente no contexto do excesso de provisionamento de rede. Hoje, os serviços de conectividade são uma experiência em grande parte estática, o que significa que, depois que os parâmetros e atributos de serviço são definidos, o resultado é sempre o mesmo: alguém precisa de uma conexão, assina um contrato e é conectado. E isso geralmente exige um tempo considerável de implementação, de alguns dias a algumas semanas. Mas a era das redes em nuvem já provou que a conectividade estática não é mais suficiente.
As demandas alocadas sobre nossas redes estão mudando. A expectativa é de que a capacidade da rede se adapte às nossas necessidades de largura de banda e a pontos de acesso que se alteram , e não o contrário. Para 2015, estimamos que $3 bilhões do mercado estático deverão passar para o mercado sob demanda, se mais prestadores de serviços começarem a oferecer este formato. E que até 2018 esse número passará de $9 bilhões. É ótimo ouvir isso, não porque eu queira que as operadoras se sintam ineficientes, mas por causa dos enormes avanços recentes nessa área. Em 2015, esperamos que as operadoras utilizem soluções com análises em tempo real para fornecer ferramentas para otimizar seus recursos instantaneamente e acompanhar o ritmo das crescentes exigências de largura de banda e de serviços, ao mesmo tempo permitindo estratégias mais avançadas de monetização.

4 - Novos esforços surgirão para possibilitar uma "Universidade Sem Muros"
Embora haja uma série de tecnologias únicas com impactos locais em mercados segmentados, um que se destaca por ter uma oportunidade extraordinária (e empolgante) ligada a ele é o ramo da educação.
Muitas pessoas veem o ensino à distância, ou uma "universidade sem muros", como a solução para o desafio da educação na América Latina.  Além disso, o advento do movimento do Curso On-line Aberto em Massa (MOOC) cria ramificações interessantes para o ensino superior na região, abrindo uma porta para oferecer mais acesso à educação de qualidade por meio da aprendizagem on-line. Em 2015, isso será algo para se acompanhar de perto na região. Para ser bem-sucedido nisso, é importante ter a infraestrutura certa funcionando para dar acesso banda larga a novas oportunidades de educação para as comunidades na região da América Latina e Caribe.

5- A transformação das redes ajudará a abrir novas formas de geração de receita
Empresas e fornecedores estão vendo claramente a necessidade de transformar suas infraestruturas para oferecer suporte a uma gama de serviços mais ampla, para responder melhor à natureza cada vez mais móvel do trabalho e do comportamento das redes; e para permitir que os provedores aproveitem melhor seus ativos de rede. Veja, por exemplo, a necessidade de acompanhar a crescente utilização de dados móveis. Um estudo recente divulgado pela GSMA mostrou que a América Latina foi uma das regiões que mais cresceram no mundo em termos de conexões via smartphones entre 2010 e 2013, com a base instalada de smartphones crescendo 77% ao ano (CAGR - taxa de crescimento anual composta) durante esse período. Os smartphones foram responsáveis por quase 30% das conexões móveis na região no final de setembro de 2014 (200 milhões) e as previsões são que eles representarão 70% do total (605 milhões) até 2020. O relatório da GSMA também indicou que a América Latina terá a segunda maior base instalada de smartphones do mundo, atrás apenas da região Ásia-Pacífico. 

Para triunfar nesse mercado de conectividade altamente competitivo e em rápida evolução, as operadoras precisam diferenciar seus portfólios e aumentar as oportunidades de geração de receita. Uma abordagem consultiva é necessária para avaliar as necessidades de cada operadora para determinar os serviços e soluções necessários para transformar suas redes. As operadoras querem saber quais são os benefícios de implementar esses e outros tipos de soluções e fazer suas redes evoluírem, incluindo nuvem, conectividade e tudo mais. Como só se pensa em flexibilidade de rede, tudo indica que em 2015 as redes precisarão se transformar para chegar ao próximo estágio.

Essas são apenas algumas das tendências que esperamos ver em 2015 à medida que as redes na América Latina se tornarem mais ágeis e flexíveis, permitindo que as operadoras atendam às crescentes necessidades dos usuários por aplicações e recursos de rede sob demanda.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Como a chinesa Xiaomi está batendo Apple e Samsung

 


Por Howard Yu   


Xiaomi, empresa de telefonia móvel com sede em Pequim, surpreendeu o mundo na semana passada ao levantar US$ 1,5 bilhão em sua última rodada de investimentos, empurrando a avaliação da empresa para um escalonamento US$ 40 bilhões. Ela já ultrapassa o valor combinado de Sony e Lenov; e comanda uma quota de mercado maior do que a Samsung e a Apple na China.

Evitando o caminho tradicional, em que as empresas chinesas crescem e operam mais como uma empresa do Vale do Silício, há quatro anos de inicialização a companhia é agora um player importante nos mercados de telecomunicações chines e internacional.

As grandes empresas chinesas costumam se desenvolver, tornando-se gigantes de manufatura em casa, primeiro, e, depois, partem para a competição internacional, com produtos de baixo custo. Eles são capazes de fazer isso porque seus custos de produção são mais baixos, uma vez que produzem quantidades em grande escala. Haier, Huawei e Lenovo já passaram por este caminho.
Xiaomi, curiosamente, parece romper com esse padrão por várias razões.

A empresa terceiriza toda a montagem de Taiwan e não possui quaisquer fábricas. Também não tem batalhões de engenheiros de software. É uma empresa de ativos (asset-light), enquanto a manufatura em massa tem sido a chave para as grandes empresas chinesas, antes dela.

Xiaomi só vende seus produtos on-line, através do seu próprio site, e seus telefones não estão disponíveis nas lojas ou em operadoras de telecomunicações. Este corte de intermediários permite à Xiaomi repassar sua economia para os consumidores.

Seus usuários são o coração de seu desenvolvimento de produto. Os telefones móveis da Xiaomi vêm com o sistema operacional pré-instalado MIUI - uma interface Android que permite que centenas de milhares de usuários avançados possam personalizá-lo e inventar novos recursos. Enquanto a Apple lança seus iOS a cada 18 meses, Xiaomi lança uma nova versão do MIUI a cada semana. Sua base de fãs já traduziu a versão original em 24 línguas locais diferentes para mercados fora da China, tudo feito sem um centavo gasto em pesquisa e desenvolvimento.

Tal configuração permitiu Xiaomi espremer lucros desproporcionais, mesmo quando um modelo de telefone móvel da Samsung comparável custaria, pelo menos, o dobro. De acordo com o Wall Street Journal, o lucro líquido da Xiaomi em 2013 aumentou 84%, para 3,46 bilhões de yuans (566 milhões dólares) sobre 1,88 bilhões de yuans em 2012. Sua receita mais que dobrou para 27 bilhões de yuans no período. 

Xiaomi subiu ao topo da indústria de telefonia móvel na China, praticando a inovação aberta, a construção de uma comunidade de usuários, e ramificando-se em diferentes serviços de telefonia móvel num esforço concertado para rentabilizar sua base de telefones, não muito diferente da estratégia de muitas startups do Vale do Silício. Xiaomi, que significa "pequeno arroz" em chinês, já não é pequeno o suficiente para ser ignorada.



O artigo foi originalmente publicado no site do IMD