quinta-feira, 9 de outubro de 2014

De volta ao futuro...

Transposto para o mundo organizacional, o conceito de metanoia perde o sentido de ‘penitência’ e se fortalece como ‘conversão espontânea’. Não basta dispor das novas tecnologias como ferramentas. Sem uma alteração, uma ‘conversão’ da mente dos colaboradores não se produz qualquer efeito de inovação


Por Jana de Paula


Desde que os relógios digitais mudaram os quatro dígitos – de 1999 para 2000 – vemos uma sucessão de acontecimentos que não deixam dúvidas. O século 21 chegou para valer. O novo século se parece menos com o seriado da Família Jetson – onde a tecnologia é soberana – e mais com filmes como “Barbarella”, “2001, Uma Odisséia no Espaço”, “Caçador de Androides”, “Exterminador do Futuro 2” etc., que anunciam o encontro com o desconhecido, a necessidade de se adaptar a situações nem sempre confortáveis…

Nesta primeira década do Novo Milênio, aos eventos causados pela própria humanidade se sucedem outros, alheios à nossa vontade. Um os mais recentes, a erupção do vulcão Eyjafjallajökull da Islândia (quem souber soletrar o nome ganha um doce), causou o mesmo caos aéreo – ou maior – do que o causado pelo ataque às Torres Gêmeas. Aliás, o “11 de Setembro” foi o primeiro de uma série de eventos críticos de grandes proporções que caracterizou a primeira década do século 21. Tsunami, enchentes, terremotos se inseriram no calendário com uma rapidez poucas vezes vista em anos recentes. Sem tempo de refazer o fôlego, o final da década de 2000 trouxe a reboque a crise econômica de 2008, que não deixou nada a dever à grande crise que abalou o mundo no início do século 20, o Crack de 1929. Tantos acontecimentos imprevistos mudaram o panorama. Governos e empresas passaram a incluir o imponderável em suas políticas e estratégicas. Mas o que tudo isso tem a ver com o assunto que nos interessa, ou seja, as telecomunicações?

Tudo. Enquanto a segunda metade do século 20 foi marcada pela mentalidade de que os grupos que detinham o poder eram os únicos capazes de definir as grandes linhas mestras de acontecimentos do planeta, o século 21 trouxe outra mentalidade.  Durante a segunda metade do século passado temia-se que o botão vermelho fosse acionado. Seria no Kremlin? Em Washington? Em Tóquio? Em Londres? Nesta época, a sociedade tinha pesadelos com o fim do mundo, como a personagem feminina do filme Exterminador do Futuro 2, que decidiu se armar até os dentes para impedir o fim do mundo e tinha sonhos com a bomba explodindo crianças inocentes.

Da mesma forma, estávamos acostumados que a infraestrutura das comunicações fosse fatiada por grupos autônomos. O satélite era para o meio do mar, o deserto, a montanha… Ou para quem tivesse muito dinheiro para instalar uma antena receptora. Telefone era a linha de voz que chegava às nossas casas. TV era aquela caixa catódica que a gente colocava na sala e diante da qual nos curvávamos passivamente. O cinema era o escurinho mágico, a telona cheia de mistérios. E o celular era aquele trambolhinho que tirava a gente do sufoco no meio da rua… Quando ‘pegava’…  A nova mentalidade implica ser mais atuante. Hoje todo mundo quer tudo isto a toda hora e de maneira ativa. Eu não quero mais sentar e assistir. Não quero só falar. Eu quero o filme recém lançado no cinema na tela do meu PC. Eu quero assistir novela no trem. E, enquanto os eventos naturais alheios à nossa vontade se sucedem, a crise econômica de 2008 detonou um processo interessante. Como as primeiras viagens à Lua trouxeram a miniaturização da eletrônica, a crise agilizou estratégias antes de médio prazo. A inclusão digital nos países emergentes é um exemplo. A massificação da tecnologia nos países pobres fazia parte da estratégia dos players – empresas que detém a infraestrutura, a tecnologia e o provimento de serviços e conteúdo. Mas a estratégia implicava, primeiramente, amortizar ao máximo os investimentos feitos no mercado filet mignon – ou seja, os países maduros.

A crise econômica, porém, mudou toda esta mentalidade. O jogo financeiro apresentou seu lado mais sinistro. E o soco no estomago do Crack de 2008 fez com que os planos de médio prazo para atender o próximo bilhão de clientes originários dos países em desenvolvimento se transformassem em plano de emergência. A população de alto poder aquisitivo se contraiu. O desemprego e a recessão travaram o elevado padrão de consumo desta população.

De acordo com dados do FMI, antes de 2008, não se registrava queda no PIB mundial há 40 anos. Muito menos atingidos pela crise econômica, os países emergentes se tornaram o alvo número 1. O próprio FMI concorda com a gente que a tendência entre os países desenvolvidos é de recuperação lenta e de que o crescimento virá dos emergentes. Os mercados do BRIC agora têm crescimento destacado na economia mundial. E fora Venezuela e Porto Rico, o FMI aponta que todos os outros países da América Latina tendem a acusar crescimento em médio prazo.

O setor de TI e Telecom – que detém parte da infraestrutura dos novos serviços de comunicações – foi um dos que melhor se saíram na fase imediata do pós-crise. Dados da IDC dão conta de que este setor respondeu por 7,5% dos US$ 4 trilhões de negócios gerados pela economia mundial em 2009, graças a seu faturamento de US$ 2,9 bilhões, em todo o mundo. Mesmo sendo este faturamento inferior ao período antes de 2008, ele demonstra sua importância no crescimento da economia mundial nos próximos anos.

De acordo com estudo da IDC realizado entre fevereiro e março de 2010, embora 51% das empresas brasileiras tenham reduzido custos e revistos processos, elas também tiveram aumento no orçamento de TI/telecom. Para o ano que vem, a estimativa da consultoria é que as empresas brasileiras vão crescer 10%. Isto é menos do que o crescimento estimado para China e Índia. Mas é mais do que a expectativa de crescimento global ou da Europa.

No caso dos EUA, a perspectiva de crescimento para a próxima década vai ser gradativamente menor nos EUA. De acordo com o FED, em 2020, a China vai ser a maior potência mundial. E em 2050 a China vai responder por 50% do PIB mundial, contra os países do G-20, que representarão 25% do PIB mundial. Capturar o próximo bilhão de consumidores digitais no BRIC hoje é coisa séria.  Neste cenário, então, duas coisas chamam atenção:

1) A mudança de estratégia dos grandes players mundiais, forçada pelo advento da crise de 2008. 2) A importância de capturar os mercados dos países emergentes.A mudança pode ser sentida em vários aspectos. Por exemplo, no forte movimento de fusões, aquisições, balanços com resultados apenas razoáveis e que levam à busca de novas fontes de receitas.  De fato parece que, para o setor de tecnologia, o Terceiro Milênio começa na segunda década do século 21. A crise econômica trouxe fortes mudanças de cenário, em termos de investimentos. Os acionistas, também usuários de tecnologia, vêm o surgimento de novos jardins para aplicar seu dinheiro, mas as dificuldades econômicas globais forçam que se assuma um comportamento de cautela e pragmatismo.

Mas, a despeito da crise, o mercado usuário cresce e demanda os novos serviços a preços palatáveis – porque o regime de engorda das receitas está nos países emergentes: população densa com baixa renda per capta. Estes novos usuários têm perfil diverso das segmentações de público dos mercados europeus. Ao contrário destes, o consumidor de tecnologia dos países emergentes dá menos destaque às marcas e, mais, ao conceito BBB – bom, bonito e barato. Quem atua em novas tecnologias já sabe: não há um pacote de serviços – seja ele prestado por uma operadora de telecom, uma prestadora de TV a cabo, um fornecedor de serviços de satélite, um provedor de internet (pequeno, médio, grande ou gigantesco) ou um fabricante (de chips, equipamentos ou dispositivos) que não inclua em suas estratégias de negócios imediatas, de médio e longo prazo a MOBILIDADE e a MÍDIA (TV, broadcast, IPTV, videovigilância) etc. Descobrir a melhor tecnologia e os pacotes mais atraentes para atrair o grande público que cresce de forma expoente junto às classes mais baixas dos países emergentes e os sempre ávidos e sofisticados públicos de classes A e B de quaisquer regiões é o Xangrilá, o Santo Gral, “a” busca.

O que deve ter em mente?  Que hoje em dia não se pode pensar em desenvolvimento econômico sem inclusão digital e sem controle do meio ambiente.

O autor do livro “Triple Bottom Line”, Andrew Savitz, diz o seguinte: “Na verdade a recessão, em certo sentido, tem aumentado os riscos para as empresas que poluem e que não são suficientemente atentas a comunidades ou aos trabalhadores. Neste momento existem pessoas muito insatisfeitas em empresas, o que significa que qualquer erro pode ser amplificado e transbordará para a opinião pública”. Ele aponta os benefícios para as empresas que continuam a desenvolver suas estratégias sustentáveis: “Ao mesmo tempo, essa situação [de crise] abre oportunidades para empresas que já descobriram o seu “sweet spots”: a intersecção que faz crescer seus negócios e interesses junto aos interesses públicos”, conclui.

Para melhor compreendermos este cenário, naveguemos um pouco no mundo das ideias.  Em quê as empresas estão pensando para mudar suas estratégias? A gente não estaria longe da realidade se dissesse que em tudo.  As novas abordagens chamadas holísticas – de previsões com visão mais global, de conjunto, fazem parte das estratégias de muitos destes titãs que nos interessam, ou seja, o pessoal de satélite, de cabo, de telefonia, fabricantes de equipamentos e de dispositivos, fornecedores de serviços e fornecedores e criadores de conteúdo. Para vocês terem uma noção de até onde os responsáveis pelas empresas mergulham na busca de novos conceitos, vamos citar um exemplo. Hoje em dia elas contratam a peso de ouro especialistas aptos no conceito de gerenciamento por metanoia. De origem grega, o significado é de conversão, no sentido de mudança de uma situação estagnada para outra, cujo processo de transformação implica cooperação, de modo que um novo ambiente traga vigor a determinado organismo ou organização.

De cunho religioso, espiritual, a metanoia era o processo de reconhecimento do erro, conscientização da necessidade de uma mudança interna ao qual se seguiria a iluminação, que traria a habilidade de receber o sopro de vida, a centelha de luz. Ou seja, mais do que o mero reconhecimento do ‘pecado’, a metanoia implica num esforço consciente de iluminação.

Transposto para o mundo organizacional, o conceito perde o sentido de ‘penitência’ e se fortalece como ‘conversão espontânea’. Não basta dispor das novas tecnologias como ferramentas. Sem uma alteração, uma ‘conversão’ da mente dos colaboradores não se produz qualquer efeito de inovação. É preciso interiorizar não apenas novos processos ou tecnologias, mas todo o conceito de Terceiro Milênio para se produzir a metanoia no competitivo ambiente organizacional. Aplicada em toda sua essência, a metanoia leva a uma mudança no próprio conceito de competitividade. É um novo tipo de competitividade. 

Então é como se, no momento, se processasse o rompimento de universos paralelos: verdades que não se cruzam, conceitos que se contradizem, interesses comerciais que se chocam etc. Cresce a importância do bem estar do funcionário. E não só do seu bem estar, mas de aperfeiçoar sua experiência de trabalho, de modo que o crescimento da receita e dos lucros da empresa seja acompanhado da própria evolução do indivíduo, como profissional e como pessoa. Significa ter o cliente, o usuário final como peça chave e atuante em todo o ciclo do negócio. E, na sequencia, ocorre o tal movimento de conversão para um ambiente mais harmônico, mais abrangente e menos beligerante.
Eu falei que ia dar apenas um exemplo. Mas vamos a um segundo. Outra mostra flagrante da mudança drástica que o setor vem sofrendo na última década é a evolução do ranking das marcas mais famosas. Das marcas ‘tech’ mais valiosas, junto a antigos integrantes, como a IBM, primeira da lista, Microsoft (2ª) e Dell (6º) estão nomes que simplesmente não existiam no século passado. Como Google, e-Bay e Yahoo! A Apple, em 4º, é um caso muito interessante. De produtora de high tech para iniciados, hoje ela é pop, desde que começou a lançar sua linha i (iPOD, iPhone, iPAD etc.).

O caso das operadoras de telefonia móvel é mais flagrante desta mudança de eixo, digamos assim. A China Mobile ocupa a primeira posição, tendo colocado para escanteio a inglesa Vodafone, do BT Group. Aliás, reparem bem na lista – fora a própria Vodafone, tem mais 04 operadoras móveis europeias DT (da Alemanha), Telenor, sueca, e Telefônica, espanhola, as outras 6 que constam da lista das top 10 são de países emergentes: América Móvil, do México (do nosso companheiro Carlos Slim), Barthi Airtel e Reliance da Índia, China Unicom e System Group, da Rússia que pertence à região emergente da Europa. Especificamente, o Brasil não consta esta lista, mas está incluído com a Telefônica, pois é sabido que é na América do Sul que a holding espanhola fatura de fato. Inclusive, uma piada velha do setor, na época da privatização das telecomunicações é que estaria se formando um novo Tratado de Tordesilhas, desta vez em telefonia móvel e fixa. Já que Telefônica e sua similar portuguesa, a PT, haviam adquirido o filé mignon brasileiro, ou seja, a cidade e o estado de São Paulo. Tanto assim, que o Lula esteve conversando com o CEO da PT, tentando sensibilizá-lo para a necessidade de a banda larga ir além dos ricos. Certamente ele se referia ao mercado de São Paulo, onde para fazer inclusão digital com rapidez será necessário usar o backbone destas duas empresas.

Também quanto aos fornecedores de infraestrutura – ou vendors, como são mais conhecidos - houve dança de cadeiras. Ao velho álbum de figurinhas que tinha Ericsson, Alcatel-Lucent, Motorola e Cisco, vieram se juntar nomes asiáticos: Huawei e ZTE estão comendo mercado adoidado e não é só no mundo emergente não. Os mercados maduros também gostam de um contrato com um bom fornecedor a preços mais palatáveis. Isto é também verdade no caso específico do WiMAX. Por ser tecnologia emergente, são muitos os players “de fora do jardim murado” como se costuma dizer. Além das próprias Huawei e ZTE que também atuam nesta área, corre muito bem a israelense Alvarion. Aliás, o mercado de alta tecnologia tem viabilizado uma série de empresas israelenses de sucesso, à medida em que ele se abre e dentro para fora. Desde há muito os israelenses são especialistas em tecnologia de mobilidade. É sempre bom ficar de olho no que eles aprontam. Nos alemães também.
Então toda esta explicação sobre os fatores chaves da mudança de cenário foi para demonstrar a transformação porque passa o chamado ecossistema do mercado. Ou seja, não dá mais para ficar no belo jardim murado, contemplando seu crescimento constante (graças aos clientes fiéis). Está todo mundo de tacape em punho, prontos para a briga por novos mercados.

Querem exemplos?  Numa apresentação ao mercado, ocorrida em maio, na Bolsa de Estocolmo, Hans Vestberg, CEO da Ericsson, uma das mais tradicionais fornecedores do mundo de telecom, salientou que, embora as telcos continuem como prioridade em sua estratégia de atuação, há “vigor” (palavra deles) para abordar clientes como TV a cabo, governos, saúde, transporte e utilities. “Estes são setores onde há uma enorme necessidade de serviços de telecomunicações”, afirmou ele. Governo e mercado de difusão de vídeos constam de todas as novas estratégias de quem fornece insumos e serviços de comunicação. Vou dar também alguns exemplos sobre mercado financeiro, embora a contragosto. Trata-se de um mercado muito volátil e sensível. E não se conhece ainda as conseqüências do acordo de urânio feito entre o Brasil e a Turquia junto aos investidores mundiais. Mas a Copa do Mundo e as Olimpíadas estão aí e isto de fato é um ponto positivo muito forte. Além disso, são grupos fortes que lidam com muito dinheiro… A gente imagina que a preocupação deles seja maior do que a nossa…

Quando a Associação de Empresas de Investimento (AIC), com sede em Londres, pediu – em dezembro passado - que os seus gestores de fundos de investimento apontassem os mercados com perspectivas de alto desempenho para 2010, os mercados emergentes ficaram no topo com 35% dos votos. Entre as regiões, a América Latina, com 22%, e o Extremo Oriente, com 18% dos votos.

Slim Feriani, diretor executivo da Advance Emerging Capital disse na ocasião que “o desempenho das ações dos mercados emergentes ultrapassaram generosamente o dos mercados desenvolvidos nos últimos cinco anos e esperamos que esta alta performance continue durante os próximos cinco anos”.

O executivo usou uma expressão bem característica de que os mercados emergentes são os “vencedores relativos” da crise do subprime e da recessão resultante. Uma das razões desta situação é que a renda das famílias dos mercados emergentes nunca foi tão forte em comparação com países desenvolvidos, como atualmente. E a firma de investimentos dos EUA acredita que este desenvolvimento econômico e o crescimento dos lucros das empresas continuarão a ultrapassar facilmente o mundo desenvolvido, tanto em termos nominais quanto reais no futuro previsível”.

Outra gestora mundial de fundos de ações, a Asset Management, acredita que os mercados emergentes vieram para ficar. “A crescente pressão sobre os consumidores ocidentais e as finanças públicas são susceptíveis de se traduzir em dados macroeconômicos mais fracos e em pressão sobre a receita de muitos anos. Os investidores que buscam o crescimento em longo prazo nos mercados emergentes tendem a olhar de forma cada vez mais atraente e já vemos um mar de mudanças nas atitudes de risco para o investimento nestes mercados”.

E como comprova o fator número dois, a busca não é apenas por novos mercados usuários, mas novos mercados geográficos. Cameron escolheu o Brasil para o lançamento mundial do filme Avatar. Popstars de primeira linha colocam as cidades dos países sul-americanos no topo das agendas de suas turnês.
Escrito em 22 de Junho de 2010



quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Comparação das características inovadoras do iPhone 6: Qual modelo de Smartphone da Apple teve mais melhorias?

In the summer of 2007, Mike Lazardis, co-founder of BlackBerry, got an iPhone to check what’s inside. He pried it open and was shocked on what he saw: BlackBerry wasn’t competing with a phone, he thought, it was competing against a Mac. Lazardis was recalling that moment in an interview with The Globe and Mail, hinting about the months leading to the fall of RIM.

Siga lendo o artigo completo de Alex Hillsberg aqui 

sábado, 5 de julho de 2014

O que é pior, ficar só com seus pensamentos ou se dar um choque elétrico?

Por Carmen Chai, Global News

Tire seu telefone, laptop, TV, livros e o rádio. Quanto tempo você ficaria a sós consigo mesmo, apenas com seus pensamentos?

Deixe as pessoas em paz, de braços cruzados, num quarto sem seus 'gadgets' para distraí-las e alguns podem recorrer ao expediente de se dar choques elétricos. Pelo menos foi o que aconteceu num período de 15 minutos de solidão, num novo estudo realizado nos EUA.

Pesquisadores da Universidade de Virginia (EUA) sugerem que suas descobertas ilustram o quão desconfortáveis as ​​pessoas estão em suas próprias cabeças. Para alguns de nós, fazer alguma coisa - mesmo que dolorosa - é melhor do que não fazer nada.

"O que é surpreendente", escrevem os cientistas, "é que simplesmente estar a sós com seus próprios pensamentos por 15 minutos é, aparentemente, tão repugnante que muitos participantes preferiram auto-administrar um choque elétrico, algo que eles haviam dito anteriormente que iriam pagar para evitar".

Os pesquisadores realizaram seu estudo numa série de 11 testes, com cerca de 800 indivíduos - de universitários graduados a idosos.

É uma tarefa simples: sentar-se sozinho numa sala de laboratório nu, sem o seu telefone, quaisquer livros ou materiais de escrita. Fique acordado - você pode pensar e sonhar o quanto quiser.

Através do quadro, via-se os participantes, jovens ou idosos, não levarem nem mesmo em conta o que os pesquisadores apelidaram de o "período de reflexão", com duração de seis a 15 minutos. Eles não puderam nem mesmo se concentrar.

"Isso foi surpreendente - nem mesmo as pessoas mais velhas demonstraram qualquer carinho especial em ficar sozinhas com seus pensamentos", disse Wilson.

Quando os cientistas sugeriram que os participantes fizessem a mesma tarefa em casa, a maioria admitiu que não tê-la cumprido, voltando aos seus telefones, a ouvir música ou abandonar o espaço de pensamento.

Finalmente, um segmento do grupo disse que pagaria para evitar levar choque. Mas, uma vez deixados no quarto para o "período de reflexão", o limite de dor parecia se fortalecer. Sem mais nada para fazer, alguns dos participantes se auto-administraram choques elétricos, pressionando um botão.

Doze dos 18 homens se deram choques pelo menos uma vez em 15 minutos. Seis das 24 mulheres fizeram o mesmo. Uma pessoa fez isso 190 vezes.

Pode ser porque os homens anseiem por "sensações" mais do que as mulheres, escreveram os autores, o que pode explicar porque 67% dos homens se deram choques contra apenas 25% das mulheres.

Porque as pessoas preferem recorrer a choques elétricos não está claro, no entanto. Os pesquisadores acreditam que embora gostemos de sonhar e contemplar, preferimos fazê-lo espontaneamente, ao invés de obrigados a isso.

"A mente é projetada para se envolver com o mundo", disse o pesquisador Dr. Timothy Wilson em comunicado de imprensa. "Mesmo quando estamos sozinhos, o nosso foco está geralmente sobre o mundo exterior. E sem treinamento em meditação ou técnicas de controle de pensamento, que ainda são difíceis, a maioria das pessoas prefere se envolver em atividades externas".


Os resultados completos foram publicados sexta-feira na revista Science.

sábado, 21 de junho de 2014

9 Fatos que desafiam o modo como falamos de pessoas gordas


Por Julianne Ross  

No topo de quase todo artigo que celebra a diversidade do corpo, você irá encontrar alguma versão dos seguintes comentários:

"Vocês não estariam promovendo um estilo de vida pouco saudável?"

"Eu sou totalmente pela confiança, mas isto não é apenas doentio?"

"Eu apenas não considero as pessoas gordas atraentes, isto não faz de mim uma pessoa má".

"Eu não simpatizo com essas pessoas, elas trazem isso com elas".

"Pense nas crianças!"

Isto se chama trollagem preocupada e deve parar. A interseção entre questões de tamanho, saúde e perda de peso são muito mais complicadas do que temos sido levados a imaginar; e esta falta de compreensão transformou a discriminação baseada em peso num sério problema através do mundo. O preconceito generalizado contra a gordura  normalmente decorre de equívocos sobre saúde, peso e positividade do corpo; e afeta negativamente milhões de pessoas todos os dias.

As pessoas estão conscientes para tomar suas próprias decisões em relação aos seus corpos, mas nós precisamos começar a tratar com respeito pessoas de todos os tamanhos. Para começar, podemos oferecer alguma informação atualizada sobre ser gordo.

1. O Índice de Massa Corporal é Bobagem.

"Músculos pesam mais do que gordura". Este é o adágio de quem malha, em todo lugar e, embora, tecnicamente devamos dizer que músculos são mais densos do que gordura, isso apenas repete que: "Massa muscular pode ter um grande efeito sobre o peso".

E, ainda, os cálculos do índice de massa muscular não distinguem entre gordura e músculo, nem levam em conta coisas como tamanho da formação geral de uma pessoa. Eles, no entanto, definem divisões arbitrariamente nítidas entre o que é considerado normal, acima do peso e obeso, mesmo que indivíduos com grande quantidade de massa muscular e pouca gordura entrem numa dessas categorias. (Por outro lado, aqueles com um BMI baixo podem ter muito pouco de músculo e alta porcentagem de gordura corporal, apesar serem classificados na faixa "saudável").

Ao contrário da opinião popular, o BMI não é um indicador de boa condição física. O matemático belga do século 19, Adolphe Quetelet, tinha a intenção que sua fórmula fosse utilizada para avaliar o estado das populações em geral, para o governo alocar melhor os recursos — e não para calcular o excesso de gordura dos indivíduos.

No entanto, muitos médicos e seguradoras de saúde continuam a atrelar o BMI a um  marcador oficial de saúde (apesar de ele ser considerado pela NPR como um "corte numérico de 200 anos de idade, desenvolvido por um matemático que não era nem mesmo um perito do pouco que se sabia sobre o corpo humano naquela época". Embora talvez seja útil como um amplo guia para determinar onde o corpo de alguém está em relação aos outros , é importante lembrar que o quadro pintado pelo BMI está longe de ser completo.

2. Nem todas as pessoas gordas têm má alimentação e pouco hábito de exercício.

O mundo está repleto de pessoas com hábitos abaixo do ideal em termos de alimentação e, sim, algumas delas podem pesar mais que outras. Mas, é importante lembrar o quão satisfeitas elas estão. Gordura não significa automaticamente que uma pessoa seja um comedor compulsivo ou avessa a exercícios.

É inteiramente possível que uma pessoa naturalmente magra seja uma 'batata de sofá' e que outra, mais pesada, corra cinco milhas por dia e tenha um fraco por couve, porque todos os corpos parecem diferentes (o que é muito bom, à propósito); e porque o relacionamento entre saúde e peso é complexo. Fatores como idade, genética,  condições subjacentes, histórico de dieta etc., tudo contribui para o número que vemos na balança e você nunca pode dizer exatamente o que uma pessoa come e nem seus hábitos de exercício só de olhar para ela.

Além do mais, ao se fazer uma suposição sobre a dieta de alguém — seja uma pessoa gorda que come mal ou uma pessoa magra não come nada — pode levar alguém a ter realmente problemas com a comida. Isto não ajuda ninguém.

A relação de alguém com a comida não deve refletir quem esse alguém é, enquanto ser humano, e nem destruir sua auto-estima em nome da "saúde". Isso nunca vai funcionar (veja o Nº 6).

3. A gordura por si mesma não é insalubre.

Se ser gordo fosse inerentemente negativo para nós, então a perda de peso deveria trazer benefícios inumeráveis à saúde. Mas este não é sempre o caso: Vários estudos dão conta da pouca conexão entre perda de peso e redução do risco de mortalidade.

De fato, alguns estudos constataram que as pessoas gordas são mais aptas a sobreviver a eventos cardíacos e estar acima do peso pode ter influência positiva na longevidade. E mais, a perda significativa de peso é muito difícil e uma intensa dieta ioiô  pode causar também inúmeros problemas de saúde. A conversa sobre a relação peso e riscos de saúde também frequentemente ignora os problemas que os magros ou pessoas abaixo do peso podem enfrentar, a seu turno.

Extremos em ambas as extremidades do ponteiro da balança trazem riscos e ninguém duvida que uma dieta balanceada e exercícios regulares são coisas boas. Por si só, no entanto, o peso não é a questão. Muita 'junk food' em combinação com um estilo de vida sedentário é uma questão, e vai continuar a ser, independente do peso de alguém.

4. Ser gordo não significa falta de força de vontade.
Mesmo se ser gordo realmente contribuísse muito para a crise de saúde,  pesquisa aponta que a maioria das dietas não funciona a longo prazo — o que desbanca o mito de que ser gordo é simplesmente ser preguiçoso.

O aumento no número de pessoas consideradas como acima do peso não pode ser apontado como resultado de falta individual de convicção. De fato, o editor do International Journal of Obesity, Richard L. Atkinson, escreveu em 2005 que a crença de que a "obesidade é simplesmente resultante da falta de força de vontade e de uma inabilidade de disciplinar os hábitos alimentares não é mais defensável".

A neurocientista Sandra Aamodt destaca sem seu recente TedTalk que indivíduos têm "pontos de ajuste" de peso exclusivos. Perder peso fora dessa faixa é muito, muito difícil, e atribuir isso à incapacidade de fazê-lo pela força de vontade é tanto desrespeitoso quanto ignorante. Para colocar isso em perspectiva, entre 95-98% de quem faz dieta têm reposição do peso que perderam e, algumas vezes, mais peso, num prazo de três anos. Isto faz sentido: A. Janet Tomiyama da UCLA, disse que "se dieta fizesse efeito não seria uma indústria de US$ 460 bilhões"; e que o poder dos nossos genes sobre o nosso peso "é quase o mesmo" do que seu poder sobre nossa altura.

A verdade é que nós ainda não sabemos exatamente como perder peso saudavelmente e manter isso. Segundo Paul F. Campos escreveu no LA Times, "O corpo humano é um mecanismo muito mais complexo do que o motor de um carro e a simples lógica por trás da ideia de que as pessoas vão perder peso ao comer menos e se exercitar mais não é simples, mas simplista".

5. Discriminação por tamanho é real.

De acordo com a National Association to Advance Fat Acceptance, a preocupação com tamanho é a quarta maior forma de discriminação nos EUA. Apenas seis cidades, além de Michigan, possuem leis contra isso.

Embora existam estereótipos em relação a todos os diferentes  tipos de corpos - baixinhos, magros, altos e assim por diante - aqueles reservados para tamanhos de corpo maiores são particularmente cruéis. Gordura é frequentemente associada a preguiça, pouca higiene e estupidez, suposições que podem ter consequências graves nos âmbitos pessoal e social.

No mundo do trabalho, os funcionários gordos recebem menos promoções e podem ganhar menos do que suas contrapartes mais magras. Na sala de aula, os alunos gordos são menos propensos a serem aceitos na faculdade, mesmo com desempenho acadêmico compatível e, muitas vezes, enfrentam baixas expectativas dos professores. As pessoas gordas tem até mesmo que lidar com preconceitos no tribunal (jurados masculinos foram apontados como mais rápidos para rotular mulheres gordas "reincidentes", com "consciência de [seus] crimes"); e no escritório do médico pode afetar a qualidade de tratamento que recebem.

Talvez a pior manifestação de discriminação por tamanho venha na forma de bullying: Um estudo descobriu que as crianças obesas eram 65% mais propensos a ser intimidadas do que seus pares. 
Nas palavras de Madelyn Fernstrom, editora de saúde e dieta da NBC, "é quase como se a obesidade fosse o último dos grupos aceitáveis".

6. Vergonha de ser gordo não ajuda e pode, de fato, fazer com as pessoas ganhem peso.

A vergonha de ser gordo, embora cruel, é outra forma de bullying, que muitas vezes não está etiquetada como tal, porque as pessoas acreditam que isso realmente vá estimular os outros a perder peso e, pela lógica, normalmente tenderá a fazer com que alguém se torne mais saudável. Na realidade, em geral, ocorre exatamente o oposto.

Segundo os pesquisadores, aqueles que experimentam a discriminação de peso são mais propensos a se tornar ou a permanecer obesos. O simples ato de chamar alguém de "gordo" pode ter este efeito: recente estudo de longo prazo da UCLA constatou que jovens meninas que foram chamadas de gordas por alguém próximo com a idade de 10 anos, tiveram mais propensão de se tornarem obesas mais tarde, em suas vidas. 

E isto não é o único fator surpreendente. Segundo Jeffrey Hunger co-autor do estudo citado, "Ser rotulado de muito gordo pode levar as pessoas a experimentar pessoalmente o estigma e a discriminação enfrentados por pessoas com excesso de peso", uma experiência que, por sua vez, "aumenta o estresse e pode levar a excessos".

Rebecca Puhl, vice-diretora de Política Alimentar e Obesidade no Rudd Center da Universidade de Yale, repercutiu este sentimento numa entrevista ao NBC News sobre estudo anterior que chegou à conclusão semelhante: "Estigma e discriminação são realmente fatores de estresse ... E nós sabemos que comer é uma reação comum ao estresse e à ansiedade".

7. Pessoas gordas não estão desesperadas por encontros românticos.

As pessoas gordas também têm metas românticas em suas vidas, como qualquer outra pessoa. Ser de um determinado tamanho, de modo algum rouba alguém do seu direito de ser amado e respeitado por um parceiro. Fim da história.

8. Nem todo mundo quer ser magro.

Em março passado, Mindy Kaling orgulhosamente disse à 'Vogue' que estava "sempre tentando perder 15 libras de peso. Mas eu jamais preciso ser magra. Eu não quero ser magra. Estou constantemente num estado de auto aperfeiçoamento,  mas eu não fico apostando com meu corpo para superar metas".
Ela não está sozinha. Beleza é subjetiva e, embora ser magra seja bonito, beleza não tem que significar magreza.

Parte do problema é que a mídia oferece uma faixa muito estreita de com o quê as pessoas realmente devem se parecer, e os corpos que vemos na tela influenciam diretamente a nossa percepção dos corpos no mundo real. Mas as pessoas vêm em todas as formas e tamanhos, e ninguém deveria ter que dedicar cada momento livre tentando transformar seu corpo em algo que não é para ser, a fim de se sentir atraente. Com imagens mais visíveis da diversidade real, significativa, talvez as pessoas reconheçam que há mais de uma maneira de ser bonita.

9. A palavra gordo não é um insulto.

Vergonha de ser gordo, claramente, não é útil, mas isso não é um apelo para se proibir esta palavra no nosso vocabulário. A gordura deve ser tratada como um adjetivo, como qualquer outro.
Na prática, infelizmente, a palavra "gordo" pode magoar. E continuará a fazê-lo, enquanto a sociedade insistir em fazer da gordura alvo de piadas e perpetuar o mito de que isso é, eminentemente, um indesejável estado de ser.

Não permita que isso aconteça. Parte dos pressupostos desafiadores de ser gordo significa não pensar nesta palavra como um termo pejorativo; gordura não deve ser um insulto, porque não há nada de errado em ser gordo. 

Pelo fato de ainda termos de eliminar inteiramente o estigma em torno da palavra, as pessoas devem, naturalmente, referir-se a si mesmas usando um termo confortável. Mas, um dia, talvez, dizer que alguém é "gordo" não será diferente do que dizer que tenha cabelo loiro ou olhos castanhos.


Artigo original: Identities.Mic 

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Tratamento sem dor reverte a decadência dos dentes e pode substituir os motores


Por Lisa Winter*

A fobia dental é incrivelmente comum, em parte devido à perfuração e dor associadas ao tratamento dos dentes. No entanto, nova pesquisa liderada por Nigel Pitts, do Kings College London Dental Innovation and Translation Centre utiliza impulsos elétricos para estimular os dentes a se regenerar. Os pesquisadores acreditam que esta técnica pode estar disponível para uso clínico em três anos.

Antes de as cavidades físicas aparecerem, a cárie dentária se faz por etapas. Enquanto minerais realizam naturalmente seu ciclo para dentro e para fora dos dentes, os déficits podem comprometer a integridade do esmalte, o que leva a possíveis cáries e a posterior  deterioração. Tradicionalmente, os dentistas perfuram a área deteriorada, removem o material insalubre e fazem o preenchimento com uma resina composta ou amálgama que protegem o dente. Restaurações de amálgama de prata normalmente duram mais tempo do que as de resina, embora a resina se pareça mais com o dente natural, obrigando o paciente a tomar uma decisão estética.

Pitts e sua equipe desenvolveram uma nova técnica que eles batizaram de Electrically Accelerated and Enhanced Remineralization (EAER, ou 'Remineralização' Acelerada e Aprimorada Eletricamente). Como o nome indica, uma pequena corrente elétrica permite que o cálcio e fosfato 'remineralizem' o dente, protegendo-o contra as cáries. Esta técnica tem sido muito procurada por dentistas, pois permite que o corpo se recupere sem exercícios, ansiedade ou dor. A equipe está buscando investidores privados para ajudar a trazer este dispositivo para o mercado nos próximos três anos.

"A maneira como tratamos os dentes hoje não é a ideal - quando se repara um dente, coloca-se um enchimento, o dente entra num ciclo de perfuração e 're-enchimento' o que, em última análise, faz de cada 'reparo' uma falha", disse Pitts em comunicado de imprensa. "Nosso dispositivo não apenas é mais gentil com o paciente e melhor para seus dentes, mas tem custo-benefício pelo menos igual aos tratamentos dentários atuais. Junto ao combate à cárie dentária, nosso dispositivo também pode ser usado para branquear os dentes".

No mês passado, uma equipe do Instituto Wyss, de Harvard, anunciou um tratamento a laser que estimula as células-tronco a se diferenciar na dentina, a camada do dente abaixo do esmalte, ao longo de cerca de 12 semanas. Embora esta técnica ainda esteja em seus estágios iniciais, a reparação do esmalte perdido é fundamental para garantir à dentina um novo crescimento permanente e saudável. As células que criam o esmalte morrem logo após o dente se formar, embora possa se desgastar ou danificada, devido a uma lesão, colocando o dente em risco de decadência.

Estima-se que mais de 2,3 bilhões de pessoas enfrentam algum nível de cárie dentária a cada ano. Acredita-se que as dietas modernas acelerem a cárie dentária, como alimentos e bebidas ácidas, frutas cítricas e refrigerantes que desgastam o esmalte. O aumento da quantidade de carboidratos e açúcares refinados também foram identificados como culpados em influenciar microbiota da boca, deixando as pessoas mais propensas a desenvolver a cárie.


Publicado originalmente em IFLScience


sábado, 7 de junho de 2014

16 Sinais de que você é escravo da matrix


Por Sigmund Fraud*

Hoje o mundo é um lugar estranho. Nós somos inundados com sinais desde cedo na vida, encorajando cada um de nós a caminhar numa estrada particular, instalando antolhos em nós ao longo do caminho para nos desencorajar alternativas ao que o rebanho faz ou pensa. A vida é tão complexa que, além do tempo regulamentar, se prestarmos atenção, nos damos conta de um infinito
número de possibilidades para a experiência humana; e nós passamos a ver que o mundo está em chamas porque indivíduos com tão pouca frequência questionam porque as coisas são como são, e não notam que sua mentalidade ou comportamento precisa de ajuste, em favor de padrões de existência mais inteligentes, com maior senso comum ou mais sustentáveis.

Sem pretensão de ser abertamente crítico ao estilo de vida de qualquer pessoa ou situação pessoal, os seguintes 16 sinais de que você é escravo da matrix representam exclusivamente uma abordagem observacional para ajudá-lo a identificar as áreas de sua vida em que você pode perder uma oportunidade de liberar a si mesmo de algum projeto auto-destrutivo de outra pessoa, para a sua vida.

Leia e, por favor, tome um momento para comentar abaixo adicionando qualquer coisa que você gostaria à lista.

1. Você paga impostos para pessoas que você gostaria de ver na cadeia. Este provavelmente é o indicador principal de nós somos escravos da matrix. A noção tradicional de escravidão evoca imagens de pessoas com grilhões, forçadas a trabalhar nas plantações para dar suporte aos proprietários de ricas plantações. A versão dos dias modernos disso é a taxação forçada, onde nossas rendas são automaticamente diminuídas antes de nós sequer virmos o dinheiro, independentemente de nós aprovarmos ou não a forma como o dinheiro é gasto.

2. Você vai ao médico, mas continua doente. A assistência médica moderna, com todo o seu progresso científico, infelizmente tornou-se assistência à doença, onde somos raramente orientados a comer bem e nos voltarmos à nossa saúde física e mental, mas, ao contrário, somos rotineiramente aconselhados a consumir medicações de alto custo e procedimentos que são empurrados para o lucro da matrix da assistência médica.

3. Você escolheu o Partido Democrata ou o Partido Republicano e discute sobre política com seus amigos, família e colegas de trabalho. É assim que se parece a estratégia de controle dividir e conquistar em nossa sociedadeOs dois maiores partidos são corruptos por completo e candidatos independentes não têm nem mesmo permissão de participar nos debates públicos. Ao acreditar em um destes  partidos e ao queimar sua energia pessoal discutindo com outras pessoas comuns você está dirigindo sua alma à matrix, e fazendo a sua parte para garantir que "nós, o povo" nunca estaremos unidos contra a corrupção.

4. Você trabalha duro fazendo algo que você odeia para ganhar os dólares emprestados. Trabalhar é importante e o dinheiro pode pagar as contas, no entanto, tantas pessoas perdem os melhores anos de suas vidas fazendo coisas que odeiam, apenas por dinheiro. A verdade sobre o dinheiro, hoje, é que não temos dinheiro, mas sim moeda fiduciária inflacionada que é propriedade privada e manipulada. Desde que isso é ainda necessário para permanecer nesse mundo, é melhor que você obtenha mais valor de seu tempo fazendo algo que você goste ou trabalhando com pessoas que você não despreza. É mais fácil do que você pensa viver com menos dinheiro do que nós acreditamos precisar,  só temos de estar dispostos a ir contra a corrente e perceber isso.

5. Você está disposto a acumular dívida pessoal para custear a aquisição de um estilo de vida orientado ao consumo. Cada vez que um cartão de crédito é passado, ele cria dígitos nos balanços dos bancos, que são os mais envolvidos nos saques financeiros do mundo de hoje. Estes dígitos são então multiplicados eletronicamente pelo sistema de reserva fracionária, o que exponencialmente aumenta o poder destas instituições. Ao participar disso e ao concordar em pagar este dinheiro falso com juros, de modo a manter um certo estilo de vida, isto é uma forte indicação de que você está obrigado a um dos principais dogmas da matrix  – consumerismo.

6. Você conversa com pessoas reais sobre o que está acontecendo nos programas de TV. A TV é a mais potente ferramenta usada para o controle da mente e a ‘programação’ que está disponível, embora certamente interessante, engraçada ou divertida, é orientada para reforçar certos comportamentos entre as massas. Dramatização da importância do ego, super sexualizando tudo, glorificando a violência e ensinando submissão à autoridade falsa são as principais características da TV moderna. Ao tomar para si o que está acontecendo na tela e tornando isso parte de sua vida real, você está fazendo seu trabalho de apoiar o desejo da matrix, de nos confundir sobre a natureza da realidade, provando que algo não deve realmente acontecer de modo a ser real para as pessoas.

7. Você não tem nada que esconder da vigilância total. Se você não se incomoda que alguém, em algum lugar, trabalhando para alguém, está te observando, ouvindo suas conversas, e monitorando seus movimentos, então, você é um bom escravo para a matrix. Vigilância invisível é uma forma insidiosa de adquirir controle e, ao usar a lógica de que  ‘não tenho nada que esconder, então não vou sofrer nenhum dano em ser vigiado,’ então você está estupidamente admitindo que tem um mestre terrestre e não está na soberania de corpo e espírito.

8. Você pensa que o mundo estaria mais seguro se apenas os governos tivessem armas. Este é um mundo violento e os criminosos se envolvem na criminalidade contra pessoas honestas em todos os níveis da sociedade, inclusive de dentro do governo. Claro, num mundo perfeito, as armas não seriam necessárias para ninguém, mas, infelizmente, nosso mundo é tudo, menos perfeito, e armas de fogo são ainda uma forma bastante efetiva de proteção contra criminosos comuns e para governos abusivos, também. O desejo de renunciar ao seu direito de auto-defesa é um sinal de que você delegou sua responsabilidade pessoal a alguém mais. Terem as massas abdicado da responsabilidade pessoal é dos aspectos mais importantes de tê-las sob controle.Bem vindo à matrix.

9. Você bebe conscientemente água fluorada. De todos os debates de saúde que ocorrem hoje, o tema da água fluorada é o mais fácil de entender, pois se trata de um subproduto tóxico de um processo industrial ... venenoso. A água é supostamente fluorada para ajudar a saúde dentária, o que é discutível por si mesmo, mas se assim fosse, então a fluoração involuntária da água pública é um medicamento que não tem seu consentimento … uma forma de escravidão. Saber disso e continuar a beber água fluorada é um sinal de que você está satisfeito com sua escravidão à matriz. Aqui estão 18 razões cientificamente provadas para se acabar com a floração da água.

10. Você consome conscientemente venenos tóxicos como MSG e Aspartame. Estas duas químicas são largamente conhecidas como tóxicas ao corpo humano. Estar ciente disso mesmo assim continuar a se envenenar com comidas saborosas mas carregadas de químicas, as chamadas comidas processadas é um sinal de que a matrix programou você para colocar menor valor na sua saúde e um futuro na sua gratificação imediata.

11. Você depende da indústria farmacêutica para gerenciar sua própria saúde mental. O uso de medicamentos psicotrópicos está crescendo rapidamente em nossa sociedade porque as pessoas foram convencidas que os estados mentais e emocionais podem ser classificados como doenças, enquanto a verdade sobre a saúde mental natural foi ofuscada pela mídia corporativa e pelo lucro dos estabelecimentos médicos. Se você está consumindo medicamentos psicotrópicos , então você está sob uma das mais potentes formas de controle da mente disponíveis. Parte desse controle é para convencer você de que você não tem autoridade sobre sua própria mente. Esta é provavelmente a mais terrível mentira da matrix, e ao admitir tomar estas medicações psicotrópicas você está em conformidade com o pior tipo de escravidão, e inibindo suas respostas mentais naturais e emocionais aos estresses da vida, que estão sinalizando que você precisa mudar hábitos e comportamento.

12. Você ainda não parou de assistir sua programação das notícias locais e nacional. A grande mídia é uma ferramenta de controle e manipulação  e, ao continuar a dar apoio às suas ideias e pontos de vista mundiais, ao dar a ela sua atenção, você está voluntariamente escravizando-se a essa forma não tão sutil de programação mental. Mesmo as notícias locais seguem o roteiro do nível nacional por agentes de várias corporações empenhadas em moldar nossas opiniões sobre os acontecimentos.

13. Você está mais interessado pelo esporte na TV ou outras distrações da mente do que com a qualidade de seu ambiente natural. Eventos como The Deepwater HorizonAlberta Tar Sands, o surgimento de Fracking, o sacrifice of the Amazon, e Fukushima são eventos que trazem mudança de vida e que vão impactar severamente nosso futuro no planeta terra. Não se preocupar com tudo isso enquanto de liga numa transmissão de esportes que não tem fim e numa visa baseada em distrações é um sinal de que seu sentido de auto preservação foi roubado e substituído por uma impulsiva tendência por trivialidade e escapismo

14. Você é cético a qualquer área da vida que não tenha sido 'provada' ou validada pela ciência moderna. A verdadeira essência da ciência é a investigação do desconhecido, o que implica algo é inexplicável até que a ciência possa compreendê-lo. Ao desacreditar e ridicularizar experiências que outras pessoas fizeram, e que  fogem da compreensão científica, como experiências de quase morte, acupuntura ou os efeitos de mudança de vida do Ayahuasca, então você está servilmente reduzindo sua compreensão do mundo a uma estreita gama de possibilidades. A matrix se torna possível pelos esforços de guardiães voluntários de portões, incapazes de pensar fora da caixa.

15. Você nunca questionou a versão popular da história antiga e as origens da civilização. Há muitas perguntas não respondidas sobre as origens da raça humana que apontam para uma versão diferente da história da humanidade do que o que é ensinado na escola. Leia 20 history questions they refuse to answer in school para descobrir algumas das várias formas pelas quais nossa história foi sequestrada. Por nunca questionar o que nos foi dito sobre a nossa origem, estamos concordando com muitos dos sistemas de crenças impostas e estreitos pontos de vista do potencial humano que a matrix promove. 

16. Você ainda não se deu conta de que é um ser espiritual vivendo uma experiência humana. Se você pode se relacionar com qualquer um dos itens na lista, então a matriz tem você e, agora, é seu dever se envolver mais profundamente na sua libertação.

Se você gostaria acrescentar algo ou se opor a qualquer coisa nesta lista, por favor, faça-o na seção de comentários abaixo, e não se esqueça de compartilhar isso com seus amigos.

*Sobre o autor
Sigmund Fraud é um sobrevivente da moderna psiquiatria e um dedicado ativista mental. Ele faz parte do grupo de escritores de WakingTimes.com onde ele se entrega à possibilidade de uma grande mudança de um futuro mais consciente, psicologicamente, para a humanidade.

Créditos: WakingTimes, onde originalmente foi apresentado